O Novo Banco, maior credor do grupo Sousacamp, com 49% dos créditos, acordou a venda do maior produtor ibérico de cogumelos ao Core Capital.

Segundo Jornal Económico ficou assim praticamente fechada a venda dos créditos que permite a viabilização do grupo, em plena crise de pandemia de Covid-19.

“Acabámos de salvar esta semana, a empresa [Rei dos Cogumelos] em plena crise”, disse ao Jornal Económico António Ramalho.

A salvação deste grupo industrial permite manter cerca de 400 postos de trabalho.

O plano de viabilização determina um perdão superior a 50 milhões da dívida que ao todo é de 70 milhões de euros. O novo investidor, a capital de risco Core Capital, assume apenas 14,3 milhões de euros de créditos do Novo Banco e do Crédito Agrícola, assim como as dívidas ao Fisco (2,4 milhões de euros) e à Segurança Social (881 mil euros), tal como revelou o “Jornal de Negócios”.

Desta forma o Novo Banco dá um perdão de dívida de 23 milhões para salvar o grupo conhecido como o Rei dos Cogumelos, e os respetivos empregos.

O plano de viabilização da empresa exige a homologação pelo tribunal e dependia da resolução de duas condições suspensivas que, se não fossem cumpridas impediam a luz verde judicial ao plano de recuperação do grupo.

Em causa está o acordo entre o Novo Banco, a massa insolvente, o novo investidor – a capital de risco Core – e o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesca (IFAP) para suspender a garantia bancária prestada a esta entidade pública, no valor de 5,2 milhões de euros, por conta do financiamento de 17 milhões de euros de um projeto que parou a meio. A outra condição para a viabilização do grupo Sousacamp passava pelo fecho de negociações para a venda dos créditos do Novo Banco e do Crédito Agrícola à Core Capital. O que aconteceu esta semana.

Os credores Crédito Agrícola e Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesca (IFAP), cujos votos representam 45,5% dos créditos do grupo Sousacamp, tinham dado o aval ao PER do maior produtor ibérico de cogumelos. O administrador de insolvência do grupo Sousacamp, Bruno Costa Pereira, confirmou ao “Negócios”, há duas semanas, “que o crédito Agrícola e o IFAP votaram favoravelmente”, enquanto o Novo Banco absteve-se.

Maria Teixeira Alves/Jornal Economico



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