Os pais das seis crianças que frequentam a escola do 1º ciclo da localidade de Areias, Carrazeda de Ansiães, conseguiram que a professora que lhes dava aulas fosse substituída. Durante esta semana deverá apresentar-se um novo docente e o boicote às aulas poderá ser levantado, regressando tudo à normalidade.

Os alunos de Areias tinham sido proibidos há 15 dias de ir à escola pelos próprios pais, em protesto contra a \"má qualidade\" do ensino ministrado pela professora ali colocada. A par disso enviaram um abaixo-assinado ao Agrupamento Vertical de Escolas do concelho exigindo a rápida substituição da docente. Entre as queixas apresentadas no documento constavam, por exemplo, \"um relacionamento agressivo para com os alunos, que os atemorizava de tal forma que se negavam a ir à escola\". Uma das mães, Laudemira Moreira queixou-se mesmo que a docente \"estava sempre a berrar aos garotos, como quem berra a um rebanho de cabras\".

Os pais contestaram também os trabalhos que a professora marcava para casa. A dificuldade dos mesmos, associada à dificuldade de compreensão da letra, obrigava a que os alunos voltassem à escola sem os exercícios resolvidos.

As acusações foram rejeitadas vivamente pela professora, Maria Vicência Paulos, pois, na sua opinião, \"os pais não queriam saber da escola nem do ensino dos filhos\"; e acusava-os de não reconhecerem o facto de estar a dar revisões da matéria do ano passado, \"que não era obrigada a dar\", fazendo-o apenas porque \"os alunos estão muito atrasados\".

Em posse do abaixo-assinado dos pais, o Agrupamento Vertical de Escolas de Carrazeda de Ansiães, depois de consultar o Centro de Área Educativa de Bragança, suspendeu a professora em causa e requisitar uma nova docente. Segundo Jerónimo Pereira, presidente do agrupamento, a Maria Vicência Paulos foi-lhe proposta a apresentação a uma junta médica, \"o que ela aceitou\", pelo que \"ficou suspensa\" até ser chamada. Este responsável rejeita a ideia de que se tenha dado a razão aos pais, limitando-se a afirmar que \"perante a situação foi preciso agir\".



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