O compositor Vasco G. R. Martins venceu o Prémio Musa 2025, dedicado à poesia de Ana Luísa Amaral (1956-2022), pela peça “Oito vislumbres do mundo”, foi hoje divulgado pela plataforma MPMP-Património Musical Vivo, que promove o galardão.

O júri foi constituído pelo compositor e pianista Amílcar Vasques-Dias, pela compositora e guitarrista Inés Badalo e pelo pianista Pedro Costa, que decidiu atribuir ainda menções honrosas a Mariana Vieira e a Igor Maia.

As três obras distinguidas vão ser estreadas no próximo dia 10 de abril, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, pela soprano Camila Mandillo e o barítono Luís Rendas Pereira, acompanhados pelo pianista Filipe Gaio Pereira, no âmbito do Festival Projeto: Canção, e serão posteriormente gravadas para integrarem uma edição discográfica digital.

A poesia de Ana Luísa Amaral era o ponto de partida do concurso, e “embora não [se] destacasse nenhuma obra poética, as peças distinguidas recorreram todas ao livro 'Mundo' (2021)", o último que Ana Luísa Amaral publicou, assinala a MPMP.

Segundo Vasco G. R. Martins, citado pela organização, “’Oito vislumbres do mundo’ foi composta a partir de excertos selecionados não por critérios narrativos, mas pela sua força imagética, sonora e afetiva”.

Vasco G. R. Martins nasceu em Mirandela, em 2000, e estudou trompa na Escola Profissional de Música de Trás-os-Montes e Alto Douro (ESPROARTE), em Mirandela, na classe de António Seabra, tendo iniciado aos 16 anos os estudos de composição com Diogo Silva.

Licenciou-se em Composição na Universidade de Évora, onde foi aluno de Christopher Bochmann, Hugo Ribeiro e Pedro Amaral, e concluiu o Mestrado em Ensino de Música na mesma instituição, sob orientação de Pedro Amaral.

O compositor foi já distinguido com prémios e várias menções honrosas e, atualmente, além de compositor, é professor e investigador na área do ensino da música.

Por ter vencido o Prémio Musa 2025 (que tem um valor pecuniário de 2.500 euros), Vasco G. R. Martins será o compositor residente na próxima temporada do MPMP, com uma encomenda, no valor de 1.500 euros, de uma ou mais obras novas.

Quanto às menções honrosas, Mariana Vieira inspirou-se no poema “Buraco negro: o silêncio do escuro” para compor “Escuro”.

Igor Maia, por seu turno, baseou-se nos poemas “O Vento e a Flor”, “Os Pássaros: Écloga” e “Identidade” para compor “Mundo: Três Poemas de Ana Luísa Amaral”, um ciclo de três canções.

O Prémio Musa foi criado com o intuito de distinguir a excelência musical da composição contemporânea de tradição erudita ocidental e de, nesse contexto, promover a língua portuguesa como veículo expressivo, assinala a plataforma MPMP.



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