A Câmara de Chaves delineou o plano estratégico Chaves20.30 que assenta nos eixos da sustentabilidade, história, competitividade, acessibilidade e inclusão e define a visão e as prioridades para o desenvolvimento do concelho na próxima década.
O presidente do município do norte do distrito de Vila Real, Nuno Vaz, disse hoje à agência Lusa que o documento quer refletir a visão para Chaves daqui a uma década, ou seja, “Chaves, polo de vida, economia e cultura”.
O plano estratégico projeta “Chaves até ao horizonte de 2035”.
O documento foi apresentado na quinta-feira à noite, numa sessão pública, mas este é ainda um plano em construção, que está estruturado em cinco objetivos estratégicos e que se desdobra em 22 linhas de orientação, 43 projetos e 163 ações.
As linhas estratégicas são: território natural, sustentável e resiliente, depois território atrativo, inclusivo e saudável, ainda território histórico, cultural e turístico, depois território competitivo, inovador e digital e, por fim, território próximo, acessível e universal.
O plano fez um diagnóstico do concelho e aposta numa estratégia alicerçada na identidade local, na sustentabilidade e na valorização dos recursos endógenos, procurando consolidar Chaves como um território atrativo para viver, investir, trabalhar e visitar.
Quer ainda potenciar dinâmicas económicas, sociais e humanas assentes no conhecimento, na inovação e na sustentabilidade ambiental e na valorização turística do território, reforçando simultaneamente a afirmação de Chaves nos contextos nacional e ibérico.
Depois de definidas as prioridades, estas serão, segundo Nuno Vaz, transpostas para um plano de ação que identifica medidas concretas projetos e instrumentos financeiros.
“Enfim, tudo o que seja necessário para que esses objetivos sejam concretizados, fixando prazos e valores financeiros para a sua concretização”, apontou.
O presidente afirmou que o objetivo é honrar o passado histórico do concelho e alinhar o concelho e a cidade com o futuro.
O autarca disse que o plano resulta já de um amplo processo participado, que envolveu as forças políticas, entidades municipais e supramunicipais, agentes económicos e sociais, associações, instituições e a comunidade flaviense, refletindo uma “construção coletiva assente nas necessidades, potencialidades e ambições”.
Irá a aprovação na Assembleia Municipal e será colocado em consulta pública.
Lusa