O Benfica, finalista vencido da última edição da Taça de Portugal em futebol, garantiu hoje presença na quarta eliminatória da prova, ao vencer por 2-0, com um ‘bis’ de Pavlidis, na visita ao Desportivo de Chaves.

No encontro inaugural da terceira eliminatória, a primeira com equipas do escalão principal, o avançado grego marcou aos oito e 79 minutos, da partida frente ao quarto classificado da II Liga.

Na próxima ronda, o Benfica, recordista de troféus (26), vai defrontar o vencedor da partida entre o Atlético, da Liga 3, e o Felgueiras, da II Liga, agendada para domingo.

Taça de Portugal: Desportivo de Chaves – Benfica (ficha)

 O Benfica venceu hoje o Desportivo de Chaves, por 2-0, em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal em futebol, disputado em Chaves.

Jogo no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves.

Desportivo de Chaves – Benfica, 0-2.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Pavlidis, 08 minutos.

0-2, Pavlidis, 79.

Equipas:

- Desportivo de Chaves: Marko, Zach Muscat, Bruno Rodrigues (Tounkara, 73), Ricardo Alves (Tiago Simões, 46), Carraça, Ktatau, Pedro Pinho, Kiko (Wellington, 73), Paulo Victor (Gabi, 82), Uros Milovanovic e Henrique Pereira (Kusso, 59).

(Suplentes: Vozinha, Roberto, Tiago Almeida, Wellington, Gabi, Roby Esajas, Tounkara, Kusso e Tiago Simões).

Treinador: Filipe Martins.

- Benfica: Samuel Soares, Dedic, António Silva, Tomás Araújo, Samuel Dahl, Barrenachea, Aursnes (Ivan Lima, 90), Sudakov (João Veloso, 90), Lukabakio (Leandro Barreiro, 75), Pavlidis (Ivanovic, 82) e João Rêgo (Schjelderup, 46).

(Suplentes: Trubin, Ivanovic, Leandro Barreiro, Schjelderup, Otamendi, Henrique Araújo, João Veloso, Leandro Santos e Ivan Lima).

Treinador: José Mourinho.

Árbitro: David Silva (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para João Rêgo (29), Ricardo Alves (42), Bruno Rodrigues (68) e Barranechea (71).

Assistência: 8.112 espetadores. 


COMENTÁRIO:

Benfica vence Chaves com ‘bis’ de Pavlidis e avança na Taça de Portugal

O Benfica, da I Liga de futebol, garantiu hoje a passagem à quarta ronda da Taça de Portugal ao vencer o Desportivo de Chaves, da II Liga, por 2-0, no encontro inaugural da terceira eliminatória da prova rainha.

Dois remates de Pavlidis de fora da área, aos oito e aos 79 minutos, ‘carimbaram’ a passagem do Benfica à quarta ronda da Taça de Portugal em Trás-os-Montes, diante do Desportivo de Chaves, que se despediu da edição 2025/26 da prova rainha.

O Benfica precisou de, apenas, oito minutos para se colocar em vantagem, depois de um arranque de partida em que procurou circular a bola e aproximar-se da área transmontana, obrigando os anfitriões a recuar à defesa.

Na primeira grande oportunidade para as ‘águias’, depois de um passe estudado de Enzo Barrenechea, Pavlidis tirou proveito de um erro de comunicação entre os defesas do Desportivo de Chaves e, de fora da área, atirou a contar (1-0).

Apesar da clara superioridade e domínio da equipa lisboeta, os transmontanos souberam reagir à desvantagem e conseguiram mesmo “penetrar” o esquadrão benfiquista, embora sem grande eficácia nas finalizações. À passagem do minuto 15, Pedro Pinho respondeu bem a um ‘chapéu’ do capitão Carraça, mas o cabeceamento terminou nas luvas do guardião Samuel Soares.

Já aos 20 minutos, Lukebakio desperdiçou uma oportunidade flagrante para os visitantes: depois de se ter isolado na cara de Marko Gudzulic, viu o guardião da ‘casa’ roubar-lhe o golo com uma só mão, numa exibição exímia do sérvio.

Na área contrária, Samuel Soares foi cometendo alguns erros que podiam ter custado a vantagem ao Benfica, mas a bola teimou em não ultrapassar a linha de golo. Aos 27 minutos, na sequência de um canto batido à esquerda, o guardião dos 'encarnados' deixou escapar a bola entre as luvas, Zach Muscat tocou de cabeça e Paulo Victor tentou o remate na pequena área, mas sem sucesso.

Depois de 40 minutos intensos, bem disputados, na reta final do primeiro tempo, ambas as equipas abrandaram o ritmo e privilegiaram a ‘posse’ no meio-campo, com algumas faltas à mistura.

A etapa complementar arrancou a todo o ‘gás’ e com duas alterações, uma em cada equipa: Schjelderup substituiu João Rego no Benfica, enquanto Tiago Simões entrou para o lugar de Ricardo Alves no Desportivo de Chaves.

Aos 56 minutos, Barrenechea testou Marko com um remate bem colocado de fora da área, mas o guardião sérvio operou uma defesa segura para fora. Logo depois, os flavienses responderam à pressão dos visitantes com um contra-ataque rápido que terminou com um remate de Milovanovic na área, que esbarrou contra Dahl e sobrou para Carraça, que apontou à baliza, mas Samuel Soares ‘desviou’ o esférico.

Marko Gudzulic voltou a estar em destaque aos 61 minutos, ao negar o ‘bis’ a Vangelis Pavlidis e, pouco depois, ao defender com mestria um cabeceamento certeiro de Barrenechea.

O guardião dos transmontanos conseguiu travar as sucessivas investidas do Benfica até ao minuto 79, altura em que Pavlidis voltou a marcar na partida com um forte remate de fora da área, carimbando o resultado final da eliminatória, 0-2.


Taça de Portugal: Desportivo de Chaves - Benfica (declarações)


 Declarações após o jogo Desportivo de Chaves - Benfica (0-2) da terceira eliminatória da Taça de Portugal, disputado hoje em Chaves.

- Filipe Martins (treinador do Desportivo de Chaves): “A nossa estratégia caiu um bocadinho cedo por terra, era óbvio que era importante protelar o golo do Benfica o mais possível, porque podia tranquilizar a sua equipa. No primeiro remate que eles fazem à nossa baliza, fazem o golo, o que podia mudar completamente os comportamentos da nossa equipa, mas acho que conseguimos manter a calma, conseguimos perceber que tínhamos de continuar a nossa estratégia e esperar os nossos momentos, que foram aparecendo ao longo da primeira parte.

Acabámos a primeira parte já muito próximos daquilo que pretendíamos ser desde o primeiro segundo e acho que na segunda parte continuámos na mesma toada, mais próximos da baliza adversária, a criar algumas situações que, eventualmente, se tivéssemos feito o ‘um a um’ nos poderia galvanizar-nos ainda mais. Depois, acaba por aparecer o segundo golo do Benfica que acabou por nos encostar um bocadinho às cordas, (…) mas continuámos na mesma, sem perder identidade, à espera de fazer o ‘tento’ de honra que, na minha opinião, era muito merecido. Não falo em vencer, porque seria muito injusto da minha parte, mas se perdêssemos pela margem mínima não era escândalo nenhum.

(Mais alterações do que o Benfica) Não tem a ver com surpreender, tem a ver com o que acho que foi justo, porque acredito em todos [os jogadores] do nosso plantel. Temos um plantel com dois jogadores por posição e eu confio igualmente em qualquer um deles, mas acho que esta equipa vale muito por aquilo que é o seu coletivo e não por individualidades. Tal como tínhamos mexido na equipa do campeonato para o jogo da [segunda] eliminatória contra o Paredes, hoje quis [aplicar] exatamente a mesma lógica. Não fazia sentido confiar nos que não têm jogado porque era contra o Paredes, com todo o respeito que nos merece, e hoje como era com o Benfica não iria fazer aquilo que é a minha ideia”.

- José Mourinho (treinador do Benfica): “Acho que é uma vitória justa e tranquila, mas eu esperava um bocadinho mais. Pus em campo uma equipa que não tinha jogadores sobrecarregados de minutos, (…) uma equipa que eu esperava que interpretasse o jogo do ponto de vista posicional como eu queria, mas também do ponto de vista da intensidade e não aconteceu isso na primeira parte. Posicionalmente sim, grande controlo do jogo, com exceção de cinco, sete minutos, em que o Desportivo de Chaves teve alguma situação de perigo, principalmente de bola parada, mas controlámos o jogo a um ritmo baixo, [com] circulação de bola segura, mas lenta, sem grande objetividade. Na primeira parte estive sempre tranquilo com o controle, mas não gostei.

Na segunda parte fomos diferentes, apesar de só termos feito o golo já perto do final, mas fomos mais objetivos, mais diretos, pressionámos, recuperámos bola rapidamente, e o Desportivo de Chaves que na segunda parte, seguramente, ia tentar chegar a situações de perigo, não chegou. Eu diria que [é] uma vitória merecida, tranquila, mas como treinador esperava um bocadinho mais.

(Poucas alterações no plantel) Claro [que foi por respeito à equipa adversária]. O Filipe Martins é bom treinador, as equipas são sempre muito bem organizadas.

Nestas últimas semanas de jogos de seleções, [houve equipas] que jogaram com linhas de quatro e cinco à frente, e [o Desportivo de Chaves] fez o mesmo com qualquer coisa de muito positivo, com boa saída de bola, boas combinações, bom posicionamento, a saberem sair da pressão. O Desportivo de Chaves é boa equipa, é verdadeiramente uma boa equipa. Temos muitos jogos na I Liga parecidos com este porque o potencial é muito semelhante. Portanto, nós respeitámos [o adversário] e porque respeitámos, ganhámos com tranquilidade”.



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