O Rio Ave conseguiu hoje empatar 1-1, no final do tempo regulamentar, na visita ao Desportivo de Chaves, no jogo que encerrou a quinta jornada da I Liga de futebol, ganhando novo ‘fôlego’ na classificação.

Em Chaves, Héctor inaugurou o marcador para a equipa da casa, aos 32 minutos, mas Leonardo Ruiz conseguiu o empate aos 90, impedindo que os flavienses, que somam oito pontos, superassem o Boavista no quinto lugar.

O Rio Ave, que venceu o FC Porto na jornada anterior e não perde há três jogos, é agora 14.º do campeonato, com cinco pontos, afastando-se da zona de ‘perigo’ da classificação.

 

Futebol: I Liga/ Desportivo de Chaves – Rio Ave (ficha)

Desportivo de Chaves e Rio Ave empataram hoje 1-1 em jogo da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Chaves.

 

Jogo no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves.

Desportivo de Chaves - Vizela, 1-1.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Héctor, 32 minutos.

1-1, Leonardo Ruiz, 90.

 

Equipas:

- Desportivo de Chaves: Paulo Vítor, Nélson Monte, Bruno Langa, Kevin Lenini, João Teixeira (Jô Batista, 81), Steven Vitória, Juninho (Benny, 81), Guima, Héctor (Queirós, 84), Jonny Arriba (Luther, 90+1) e João Correia.

(Suplentes: Gonçalo Pinto, Luther, João Mendes, Sandro Cruz, Obiora, Queirós, Morim, Benny, Jô Batista).

Treinador: Vítor Campelos. 

- Rio Ave: Jhonatan, Miguel Nóbrega (Paulo Vítor, 45), Guga, Amine (João Graça, 69), Joca (Hernâni, 62), Aziz (Ruiz, 78), Costinha, Pedro Amaral, Santos, Pantalon e Fábio Ronaldo (Boateng, 70).

(Suplentes: Magrão, Patrick William, Vitor Gomes, Ruiz, Ukra, João Graça, Boateng, Hernâni, Paulo Vitor).

Treinador: Luís Freire.

 

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Joca (6), Aziz (18), Hector (54), João Teixeira (63), Paulo Vítor (90), Pantalon (90), Steven Vitória (90+4), Nélson Monte (90+4)

Assistência: 2.987 espetadores

 

COMENTÁRIO: Desportivo de Chaves volta a empatar em casa frente ao Rio Ave

O Desportivo de Chaves empatou na segunda-feira com o Rio Ave (1-1), na quinta jornada da I Liga de futebol, num jogo equilibrado em que os visitantes chegam à igualdade aos 90.

O Desportivo de Chaves entrou em campo para realizar o desejo do treinador Vítor Campelos de conseguir a segunda vitória consecutiva no campeonato, dominando os primeiros 45 minutos de jogo naquela que foi a última partida da quinta jornada da época 2022/2023 da I Liga de futebol.

Os transmontanos demonstraram saber ao que vinham: pressionaram alto, com bom controlo de bola e construções rápidas de jogo, na procura de espaço entre a ‘turma’ de Vila do Conde para o remate, com Juninho e o ‘capitão’ João Teixeira a combinar com Bruno Langa no ataque cerrado às redes guardadas por Jhonatan.

A primeira grande oportunidade da partida surgiu logo aos dois minutos, por intermédio do avançado espanhol Jonny Arriba, mas a bola saiu ao lado da baliza do Rio Ave. Aos nove, João Teixeira bateu o primeiro canto a favor dos flavienses, mas Kevin Lenini não chegou à bola.

Poucos minutos depois, Juninho construiu uma jogada individual e tentou, por tudo, chegar à baliza do Rio Ave, tendo sido travado, à entrada da grande área, pela defesa vila-condense.

Aos 18, surgiu a primeira oportunidade para os comandados de Luís Freire, com Joca a rematar forte à baliza de Paulo Vítor, mas a bola saiu ao lado. A mesma sorte teve João Correia, aos 30, apesar do remate forte que serviu de aviso aos visitantes.

Dois minutos depois, Héctor inaugurou o marcador após passe de Kevin Lenini.

Aos 35, Steven Vitória esteve perto de marcar o segundo, de cabeça, mas a bola saiu rente ao poste direito das redes de Jhonatan.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, o Rio Ave foi tentando chegar à igualdade por intermédio de Joca e, ainda, de Miguel Nóbrega, mas tanto a defensiva do Desportivo de Chaves como o próprio guarda-redes dos transmontanos seguraram a vantagem até ao intervalo.

Na segunda parte, a partida foi mais equilibrada, com o Rio Ave a organizar melhor o jogo e a conduzir a bola com cautela. O Desportivo de Chaves, por sua vez, somou várias oportunidades de golo ao criar espaço entre os defesas vila-condenses e perigo em lances de bola parada.

Aos 63 minutos João Correia cruzou para Juninho que cabeceou o ‘esférico’ bem próximo da pequena área, mas o guarda-redes do Rio Ave estava atento e negou o golo ao internacional cabo-verdiano. Quatro minutos depois, Nélson Monte esteve perto de marcar o segundo a favor dos flavienses, mas a bola bateu na trave da baliza dos visitantes.

Nos últimos 15 minutos, o Rio Ave pressionou a defensiva transmontana, chegando mais vezes à baliza de Paulo Vítor e obrigando Vítor Campelos a mexer no ‘onze’ a nove minutos do fim do tempo regulamentar, retirando de cena Juninho e João Teixeira, que deram lugar a Benny e a Jô Batista, respetivamente.

Pouco depois, e quase ao ‘cair do pano’, o Rio Ave chegou à igualdade por intermédio de Ruiz (90). O avançado colombiano, que tinha entrado em campo há apenas 12 minutos, aproveitou a confusão instalada na pequena área dos transmontanos no seguimento de um canto, ganhou espaço e rematou para o fundo das redes de Paulo Vítor, determinando, assim, o resultado final da partida.

Com o empate, o Chaves não conseguiu ‘destronar’ o Boavista no quinto lugar, sendo sexto com oito pontos, enquanto os vila-condenses somam cinco.

 

Ddeclarações

 Declarações após o jogo Desportivo de Chaves - Rio Ave (1-1), da quinta jornada da I Liga de futebol, disputado na segunda-feira, em Chaves:

 

- Vítor Campelos (treinador do Desportivo de Chaves): “Quero realçar e ressalvar aquilo que fizemos. Creio que preparámos bem o jogo, mais uma vez. Sabíamos o que tínhamos de fazer para contornar a forma de jogar do Rio Ave. Na primeira parte, fomos [pressionando] na primeira fase de construção do Rio Ave e, fruto dessa pressão, acabámos por fazer um golo, numa primeira parte algo repartida.

Na segunda parte, sabíamos que o Rio Ave ia apostar tudo para tentar que o resultado fosse diferente, mas estávamos muito bem em termos organizativos, muito eficazes nas nossas transições. Só pecámos mesmo na zona de finalização.

Tivemos uma oportunidade, pelo Juninho, na cara do guarda-redes, tivemos outra oportunidade do Jonny Arriba, também na cara do guarda-redes, completamente isolado, tivemos uma bola na barra e, por isso, hoje o futebol não foi justo connosco. Por aquilo que criámos e com as oportunidades que criámos, com toda a certeza, o resultado teria de ter outro desfecho.

(Sobre as substituições) Como sempre digo, os meus jogadores são os melhores jogadores do mundo, são aqueles que eu tenho e é a eles que eu tenho de tirar o melhor partido. Infelizmente, hoje íamos meter o Obiora, mas durante o aquecimento ele sentiu uma dor forte e não pôde ser utilizado. Era uma peça de que estávamos a precisar no momento, para dar mais equilíbrio ao meio campo.

Fomos tentando mexer para dar frescura, não só ao nosso ataque, como também a uma determinada altura incluímos o Jô e o Héctor em virtude do nosso adversário estar a ter um futebol algo direto e ser uma equipa bastante alta, que estava a condicionar muito o seu jogo para tentar chegar à igualdade numa bola parada. E, por isso, decidimos incluir o Jô. Como disse, os meus jogadores são os melhores jogadores do mundo e aqueles que entraram têm que estar contentes pela prestação deles.

(Ausência de Euller) O Euller ontem [domingo], no último treino, também sentiu uma dor e, por isso, foi fazer um exame e estamos agora a aguardar para ver o que é que vai acontecer.

(Ausência de Batxi) Creio que chegou a acordo com uma equipa e, por isso, acho que já teve autorização para viajar. Uma palavra para o Batxi, porque é um jogador [com quem] gostei muito de trabalhar. É um jogador muito inteligente, algumas vezes algo injustiçado por algumas pessoas, mas que demonstrou ter grande qualidade. Para além de um grande jogador, é um ser humano fantástico. Muito triste por ele ter saído, como é óbvio, mas muito feliz, também, por saber que nesta sua nova aventura pode resolver a sua vida e a da sua família. É um miúdo fantástico e merece”.

- Luís Freire (treinador do Rio Ave): “Tivemos muita gente, na primeira parte quase toda, na construção de jogo, a vir buscar bola. Tivemos muita bola, mas nem sempre fomos assertivos no nosso jogo posicional, no nosso jogo ofensivo. Podíamos ser mais agressivos nos posicionamentos para desmontar os dois trincos do Chaves, mais o 10 [João Teixeira], que condicionava muito o corredor central.

Por vezes, fomos lentos na circulação para tirar esses jogadores da jogada e aproveitar mais, instalar mais o jogo no meio campo ofensivo. Penso que na primeira parte o jogo é equilibrado. O Chaves acaba por marcar golo e fazer o 1-0 até ao intervalo, mas penso que da nossa parte podíamos conseguir fazer melhor, acelerar mais o jogo, ter posicionamentos mais agressivos.

Na segunda parte, emendámos algumas coisas, pusemos o Guga mais à frente, fomos alterando, pusemos, também, o [João] Graça a entrar em campo, que é um médio com mais criação que o Amine. Alterámos também o Paulo Vítor para termos mais profundidade pelos corredores laterais.

Penso que fomos uma equipa sempre mais ofensiva na segunda parte. É verdade que o Chaves teve períodos em que podia ter feito o segundo golo e arrumar o jogo, podia ter feito esse segundo golo duas ou três vezes, mas penso que o Rio Ave também foi sempre mais incisivo a chegar às zonas de finalização, com mais gente perto da baliza do Chaves, a criar mais intranquilidade. Foi sempre uma equipa que quis jogar desde o primeiro minuto, à procura do golo.

O golo surgiu já tarde. Penso que se surgisse mais cedo, o jogo ainda ficava mais aberto, mas o resultado acaba por ser justo pela resposta, pela atitude dos meus jogadores e pela capacidade que nós tivemos em criar problemas ao Chaves.

Fomos uma equipa muito competitiva, fizemos um jogo em crescendo, não tão bom, na minha visão, na primeira parte. Muita bola, mas pouco perigo efetivo. Na segunda parte, já fomos mais iguais ao que eu quero, apesar de o Chaves, como eu disse, em contra-ataque, principalmente, podia ter feito o segundo golo”.



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