A Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra arranca no próximo dia 01 de outubro e, até dezembro, vai ligar os nove concelhos do território através da arte.
Com 160 artistas e 14 exposições, a Bienal distingue-se pela sua dimensão intermunicipal, levando a sua programação a diferentes espaços culturais do território. Um projeto que transforma um território inteiro numa rede de arte contemporânea, aproximando a criação artística de novos públicos e promovendo o acesso à cultura.
A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) vai promover, entre outubro e dezembro deste ano, a Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra. [1] O evento cultural de dimensão intermunicipal vai reunir 160 artistas [1] e 14 exposições, distribuídas pelos nove concelhos que integram a CIM-TTM: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.
O projeto surge com o propósito de descentralizar a cultura e aproximar os públicos, integrando pela primeira vez estes nove municípios numa programação artística comum e construída em rede. Ao longo de três meses, a iniciativa vai ocupar diversos espaços culturais da região, com o objetivo de estabelecer ligações entre a criação contemporânea e o território, além de valorizar os equipamentos locais e promover a circulação de visitantes.
A organização sublinha que, por se tratar de um território de interior e de baixa densidade, a Bienal assume uma relevância estratégica acrescida. A iniciativa assenta no princípio de que o acesso à fruição artística não deve ser determinado pelo isolamento geográfico, funcionando a cultura como um motor de coesão territorial e desenvolvimento socioeconómico para a região transmontana.
Com direção artística de Inês Falcão, a "Linha da Terra" junta criadores de várias gerações e geografias, cruzando nomes de referência da arte portuguesa com artistas contemporâneos nacionais e internacionais. O desenho do evento conta com múltiplos projetos curatoriais, assegurados por especialistas como Ágata Rodrigues, Cabral Pinto, Jorge da Costa e Agostinho Santos, entre outros rostos da investigação e direção artística em Portugal.
Para além do envolvimento autárquico, a Bienal estruturou uma rede de parceiros institucionais de relevo no panorama artístico nacional. Entre os colaboradores encontram-se:
* O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais [1]
* O Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais [1]
* A Fundação Bienal de Arte de Cerveira [1]
* O Museu Abade de Baçal [1]
* O Museu do Douro [1]
* A Sociedade Nacional de Belas Artes [1]
O programa das exposições será complementado por uma vertente de mediação cultural, que inclui atividades educativas, visitas orientadas, conversas com os criadores e oficinas direcionadas para a comunidade local.
A Bienal tem o seu arranque oficial agendado para o dia 1 de outubro, em Alfândega da Fé. Daí partirá um calendário de inaugurações que percorrerá, por ordem alfabética, os restantes oito concelhos do território transmontano.
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DTM