“La Lys – War Songs: A poesia e a música como veículos de paz nas guerras do século XX” é o novo espetáculo da Apuro, associação cultural do Porto, e que se estreia este sábado, no Espaço Miguel Torga, em São Martinho da Anta, Vila Real.

“'La Lys – War songs' é o resultado de uma pesquisa histórica, sonora e poética de algumas das principais guerras do século XX, em que o ocidente esteve envolvido. Passámos pelos temas musicais mais célebres, como 'Lili Marleen', 'Bella Ciao' ou 'Katyusha' (…). Interessavam-nos as canções e poemas que consistiam numa denúncia dos horrores da guerra ou [que] fossem veementes apelos de paz”, lê-se na apresentação do espetáculo da Apuro, hoje divulgada pela associação.

Os poemas e as músicas, algumas proibidas durante décadas, ou que levaram à perseguição dos seus autores, vão levar o espectador numa "viagem que atravessa quase todas as décadas do século XX".

“O tema é pesado, mas a maioria das músicas não o são, como se a festa e a alegria fossem uma discreta forma de resistência”, acrescenta a associação.

O espetáculo, que estreia às 18:00 do próximo sábado, no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, no disitrito de Vila Real, contou com a direção artística de Rui Spranger, que também está na voz.

Blandino Soares é o responsável pela direção musical e, além de cantar, também está na concertina, guitarra e harmónica.

Greta Vardega tem a seu cargo o cajon, cavaquinho, uquelele e também canta. Sara Santos Ribeiro é a contrabaixo e João Ramoa, o diretor técnico.

Inserido no projeto "Palavras Cruzadas”, de prograação em rede do Nordeste Transmontano, o espetáculo “La Lys – War Songs: A poesia e a música como veículos de paz nas guerras do século XX”, será de novo apresentado a 02 de junho em Vila Real.

A 12 de junho, segue para a cidade da Guarda, integrado na programação do 5.º Simpósio Internacional de Arte Contemporânea.

Esta semana arranca também o projeto "Epifanias Artes - Audioblogue", de Rita Cássia em parceria com a Apuro.

Trata-se de uma série de cinco episódios ‘online’, com estreia este sábado, 29 de maio, e conta “histórias inspiradas em histórias reais de mulheres/mães e crianças, tendo como mote as suas vivências no passado e no presente, rememoradas ou vivenciadas durante a pandemia da covid-19".

A Apuro – Associação Cultural e Filantrópica esteve, durante o último ano dedicada, quase em exclusivo, a realizar trabalho de apoio social, por causa da pandemia da covid-19, mas está agora a regressar às suas atividades centrais, designadamente a produção e programação de espetáculos, edições e iniciativas de inclusão pela arte.

Segundo a Apuro, desde o início da pandemia que a associação apoiou, com fundos diretos e continuados, “15 famílias em situação de dificuldade económica” e prestou assistência jurídica e de orientação a “30 famílias para obtenção de apoios e subsídios”.

Os fundos com que a Apuro conseguiu prestar esses apoios provieram “essencialmente de quotas e donativos de associados e amigos, fundos obtidos a partir da produção cultural própria e apoios de parceiros como o Fundo de Solidariedade com a Cultura, Palmilha Dentada, Visões Úteis, Fundo de emergência ao Associativismo do Município do Porto, DoafConta e Comédias do Minho”, explica a associação.



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