O presidente da câmara de Mirandela afirmou considerou hoje que a transformação do politécnico de Bragança em universidade vai atrair mais alunos, potenciar empregabilidade e continuar a afirmar Mirandela como polo de desenvolvimento regional.

A cidade de Mirandela, no distrito de Bragança, acolhe uma das escolas do Instituto Politécnico de Bragança, a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, que no ano letivo anterior tinha cerca de 1.200 estudantes.

À Lusa, o autarca Vítor Correia realçou que esta mudança era uma “ânsia antiga” e que agora significa “novas oportunidades para toda a região” e “fortificação do nosso tecido empresarial”, devido à oferta formativa “bem distinta”, que trará “aporte maior de conhecimento e de investigação”.

“Terá um papel muito determinante naquilo que é a atração na fixação de jovens, na qualificação do emprego, na criação de conhecimento (…), de maneira que vemos isto com muito regozijo”, sublinhou.

Para o presidente da câmara de Mirandela, esta alteração não vai atrair apenas novos estudantes, mas também vai permitir que os filhos da terra fiquem em casa.

Referindo que havia jovens que procuravam as universidades em detrimento dos politécnicos, “só porque era universidade, às vezes, sem ter uma razão objetiva que não fosse esta (…)”, disse que esta criação e denominação da Universidade de Bragança e Norte Interior “vai trazer mais força e mais fixação” de pessoas.

“(…) Nós precisamos de pessoas para continuarmos a ser aqui um polo de desenvolvimento regional dada a nossa centralidade”, vincou.

O politécnico de Bragança, no início do mês de agosto, passou de Instituto Politécnico de Bragança para Universidade Politécnica.

No entanto, em breve deixará de ser politécnico e passará a Universidade de Bragança e do Norte Interior, anunciou no domingo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante o seu discurso na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

A Universidade Politécnica de Bragança é composta por seis escolas: a Escola de Saúde, a Escola de Educação, a Escola Agrária e a Escola de Tecnologia e Gestão, em Bragança, a Escola de Comunicação, em Mirandela, e a Escola de Hotelaria e Bem-estar, em Chaves. Acolhe cerca de 10 mil estudantes, dos quais 30% são estrangeiros.



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