O município de Vimioso viu hoje aprovada uma candidatura de um milhão de euros ao programa Portugal 2030 para a transformação da antiga escola primária de Carção, num Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Vimioso (PSD), António Santos, disse que com esta aprovação vai ser possível transformar a antiga escola primária de Carção num CACI.
“Este novo equipamento é uma resposta social na área da deficiência no território do Planalto Mirandês que abrange, para além de Vimioso, os concelhos vizinhos de Mogadouro e Miranda do Douro, onde há uma certa carência deste tipo de equipamentos sociais”, vincou o autarca social-democrata do distrito de Bragança.
Este novo centro terá capacidade para 30 utentes entre os seis e os 18 anos de idade, que tenham qualquer tipo de deficiência física ou cognitiva, em regime de ambulatório.
“Aqui serão desenvolvidos ao longo do dia várias atividades, que vão desde a culinária às artes e ao desporto, o que lhe poderá dar alguma autonomia no futuro sem estarem dependentes de terceiros, seja família ou cuidadores. Trata-se, assim, de um projeto de vida”, indicou António Santos.
O valor deste equipamento é de cerca de 1, 1 milhão de euros, sendo que o restante montante, para além do valor atribuído à candidatura, será suportado pelo município.
Agora este processo vai seguir os trâmites normais com aprovação do concurso público, lançamento do concurso e em abril o autarca espera que as obras tenham o seu início, com o final previsto para o primeiro semestre de 2027.
A antiga escola primária de Carção, no concelho de Vimioso, foi construída por um benemérito, também para fins sociais e educativos, que chegou a ser frequentada por 150 alunos.
O autarca de Vimioso, que também frequentou esta escola, disse que este CACI é uma forma mais atual de dar continuidade à vontade inicial, do benemérito, de apoiar quem mais necessita nas áreas sociais e educativas.
Na mesma aldeia, a poucos metros desta a escola, estão a ser concluídas seis residências autónomas destinadas a pessoas com deficiência, com custo de um milhão de euros através de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que se prevê concluída em abril.
Estas seis residências destinadas a autonomização e inclusão para pessoas portadoras de deficiências foram um terreno que já é municipal e onde se encontra a antiga escola primária vai ser recuperada para a instalação do CACI.
Lusa