Foi com espanto que a Câmara de Montalegre recebeu a notícia que a prova do Mundial Rallycross deixa de ser realizada, em 2019, no circuito internacional.

A rescisão unilateral por parte da IMG, sem aviso prévio, do contrato que assinou com a autarquia provocou um profundo mau estar no seio do executivo. Para a autarquia «não se percebe, não se entende esta atitude», até porque, «ainda há um mês, houve troca de vários e-mails, onde foi feito o ponto de situação».

Nessa troca de correspondência, garante a edilidade, «nada fazia prever este desfecho. Falou-se, com toda a naturalidade do andamento das obras, trabalhos que estavam a ser feitos de acordo com o estabelecido». A Câmara irá recorrer aos tribunais para ser ressarcida desta decisão.

Depois de quatro anos a receber um dos campeonatos que maior crescimento tem tido a nível mediático - tendo sido, inclusive, palco da estreia mundial do WRX – o circuito internacional de Montalegre ficou de fora do calendário para 2019. A juntar a este facto, referir que a autarquia tinha um contrato assinado com a empresa promotora do campeonato, a IMG, até 2023. 

Segundo as contas do executivo, cada corrida tinha um impacto estimado no concelho de cerca de quatro milhões de euros. Tudo somado, estamos perante um rude golpe para o município de Montalegre que não compreende esta tomada de posição por parte do promotor do evento: «é ver o calendário e verificar quem começa. A IMG rendeu-se ao dinheiro». As palavras, azedas, são do executivo da Câmara de Montalegre que não disfarça a desilusão do ocorrido: «é totalmente inconcebível esta decisão quando há um contrato que é claro para ambas as partes».

«PILOTOS E AS GRANDES MARCAS ESTÃO SOLIDÁRIOS CONNOSCO»

Uma onde de solidariedade tem sido registada por parte dos principais pilotos e das grandes marcas que marcam presença no Campeonato do Mundo de Rallycross.

Neste sentido, a Câmara de Montalegre aproveita para agradecer: «tem sido extraordinária a onda de solidariedade que temos recebido de toda a gente. Destacamos os pilotos e as grandes marcas que não entendem esta injustiça».

foto: Manuel Pinto



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