O Movimento Aguiarense Independente (MAI) e o PS anunciaram hoje um acordo para a presidência rotativa da Assembleia Municipal de Vila Pouca de Aguiar, assegurando cada um a liderança por dois anos.
O PSD ganhou as eleições autárquicas de 12 de outubro no concelho de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real, mas sem maioria.
A social-democrata Ana Rita Dias foi eleita presidente da câmara, com o PSD a conquistar três mandatos, os mesmos que o PS, enquanto o MAI obteve um.
Na Assembleia Municipal (AM), entre eleitos e presidentes de junta, o PSD tem 15 deputados, o PS 11 e o MAI nove.
No dia da tomada de posse dos órgãos municipais, a 27 de outubro, a maioria formada pelo PS e MAI elegeu como presidente da Assembleia Municipal a socialista Maria João Fernandes.
Em comunicado, o MAI veio agora anunciar um acordo com o PS que permite assegurar a presidência da Assembleia Municipal durante o atual mandato.
O acordo estabelece que, nos dois primeiros anos, a presidência será exercida por Maria João Fernandes (PS) e, nos dois anos seguintes, por Carlos Leal da Costa, em representação do MAI.
Contactada pela Lusa, fonte do PS confirmou o acordo e disse que, numa situação em que ninguém tem a maioria, “esta solução espelha a democracia e a vontade do povo”.
Este acordo reflete, segundo se pode ainda ler no comunicado, “o compromisso do MAI com o diálogo, a cooperação e a responsabilidade democrática” e “garante estabilidade, participação e representatividade da vontade dos cidadãos que manifestaram o desejo de evitar maiorias absolutas e de promover soluções negociadas”.
“O MAI assumiu o papel de força de equilíbrio, colocando o interesse do concelho acima das lógicas partidárias. Este entendimento cria condições para um trabalho centrado nas pessoas, na valorização do território e na melhoria da qualidade de vida em todas as freguesias”, refere ainda o movimento que este ano concorreu pela primeira vez às eleições autárquicas.
Em 2024, PSD e PS acordaram a presidência rotativa da Assembleia da República para resolver o impasse instalado após as legislativas que elegeram, pela primeira vez, Luís Montenegro como primeiro-ministro.
O acordo caiu com a dissolução do parlamento que levou à realização de novas eleições em maio de 2025.
Lusa