A Casa do Fadista Manassés, em Sabrosa, vai ser reabilitada e transformada em biblioteca municipal, museu e centro cultural por 1,38 milhões de euros e a obra avança “nos próximos dias”, revelou hoje a autarquia.
“Com conclusão prevista para 2027, o projeto contribuirá para preservar a memória coletiva, promover a diversidade cultural, reforçar a coesão social do concelho”, indica, em comunicado, a Câmara de Sabrosa, no distrito de Vila Real.
De acordo com a autarquia, a empreitada prevê a reabilitação do imóvel do século XVIII e a adaptação a novas funções, “preservando a traça arquitetónica do edifício, nomeadamente a vernacular existente no interior do logradouro”.
“O espaço será transformado num equipamento multiusos de vocação cultural, aberto à população e preparado para acolher atividades ao longo do ano”, descreve o município.
Assim, o novo Centro Cultural Casa Manassés contempla “a criação da nova biblioteca municipal, que disponibilizará valências nas áreas educativa, cultural e social, afirmando-se como um espaço de encontro intergeracional”.
Terá também auditório, sala de conferências, espaços polivalentes e cafetaria, juntando-se, no exterior, uma zona pavimentada para eventos ao ar livre e uma área de jardim público.
O projeto inclui a criação de uma Sala Museu dedicada a Manassés Lacerda Botelho, músico e compositor de fado que se notabilizou pela criação do fado Manassés em Coimbra.
“A Casa do Fadista Manassés de Lacerda Botelho, considerada um imóvel familiar brasonado do século XVIII, de estilo trado-barroco e de interesse municipal e histórico, foi doada ao município pela família do artista com a intenção de preservar a herança histórico-cultural e de promover ali um projeto cultural, que agora se concretiza”, justifica a Câmara.
A intervenção está integrada na área de Reabilitação Urbana de Sabrosa e representa um investimento de 1,38 milhões de euros, comparticipados em cerca de 65,5% por fundos comunitários do Programa Regional Norte2030.
O restante é suportado pelo município.
Lusa