No passado Domingo, dia 22, no Luxemburgo, uma manifestação pelo direito à contagem do tempo do serviço militar para a reforma, concentrou cerca de 500 ex-combatentes/ex-militares emigrantes, em frente do consulado português neste país.

Esta manifestação que quisemos europeia reagrupou ex-combatentes/ex-militares de vários países, com principal destaque para a França e o Luxemburgo.

Um pedido prévio de audiência com o Sr. Embaixador de Portugal tinha sido formalizado e aceite pela Embaixada de Portugal. Foram-nos exigido os nomes de todos os componentes da delegação antecipadamente, o que foi feito.

Poucos dias antes e perante a surpresa de todos, o Sr. Embaixador manifestou a sua indisponibilidade, mas manteve a audiência, deste feita, com os seus representantes.

No entanto no Domingo não houve audiência. A nossa delegação foi recebida “entre duas portas”, com desprezo e desconsideração. A imprensa portuguesa local presente foi censurada, impedida de fazer entrevistas e de fotografar os representantes da embaixada. Atitudes que lembram outros tempos. Contra os hábitos desta embaixada, fomos recebidos de pé e de pé ficamos. Com as pontas dos dedos receberam o nosso memorando, recusando-se connosco dialogar, afirmando: “temos ordens formais para não dar entrevistas nem ficar em fotografias”.

A imprensa presente protestou alegando que a impediam de fazer o seu trabalho de informação.

A nossa delegação insurgiu-se contra este acolhimento vergonhoso e indigno de uma embaixada portuguesa. Mais afirma-mos que se não desejavam receber-nos que o dissessem, pois teríamos enviado o memorando pelo correio e evitado este ultraje.

O Primeiro-Ministro, José Sócrates faz “orelhas surdas” sobre a situação dos ex-combatentes/ex-militares emigrantes. Nada diz e nada faz.

Hoje são as embaixadas que recebem ordens nesse sentido e são censuradas sobre esta questão. Amanha certamente os consulados e outros organismos do estado. Onde estamos e para onde vamos?

Juntos denunciamos esta atitude incompreensível que só vem atiçar mais o fogo junto de todos aqueles que se sentem lesados pelo arrastar desta situação escandalosa.

Os ex-combatentes e ex-militares portugueses emigrantes apenas querem compreender e saber porque é que a Lei 21/2004, aprovada pela Assembleia da Republica e promulgada pelo Presidente da Republica em 2004 ainda não foi regulamentada!



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