Há mais uma polémica a envolver Carla Alves, ex-secretária de Estado da Agricultura, que apresentou a demissão 24 horas depois de ter tomado posse, na sequência do escândalo que envolve contas arrestadas à governante a ao marido, alvo de uma investigação do Ministério Público, e acusado de crimes de corrupção ativa, participação em negócio e prevaricação.

Enquanto Carla Alves liderava a Associação Nacional de Suínos de Raça Bísara, segundo a SIC, um contrato mostra que dinheiro entrou na associação sem fins lucrativos e saiu para a empresa do cunhado, com o objetivo de criar uma página de Internet destinada a apoiar o empreendedorismo na área agroalimentar em Trás-os-Montes.

A revelação ganha mais relevância numa altura em que se sabe que Carla Alves recebeu 68 mil euros em fundos europeus para dar formação ao mesmo tempo que era funcionária da Câmara Municipal de Vinhais, então presidida pelo marido, Américo Pereira.

Os pagamentos foram recebidos em 2005 e 2008, e a Inspeção-Geral da Administração Local disse que eram ilegais, mandando devolver os valores e abrir processo disciplinar, que a CM de Vinhais ignorou.

O Tribunal Fiscal e Administrativo de Mirandela remeteu o caso para o Ministério Público em 2009, sendo que o magistrado considerou que não haveria motivos para a perda de mandato de Américo Pereira.

No acórdão sobre as duas funções de Carla Alves, funcionária camarária e formadora, é descrito que “foi possível alcançar fortes indícios da existência de matéria com relevância disciplinar (…) incluído o exercício ilegal de funções fora da Câmara Municipal. A falta de controlo de controlo de assiduidade e de pontualidade de modo a assegurar o tempo de trabalho devido e de não permitir o exercício ilegal de outra tarefas (privadas) no tempo de serviço”.

MultiNews Com Lusa



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