A população da localidade de Fiolhal, no concelho de Carrazeda de Ansiães, reivindica a conclusão da rede de saneamento básico daquela aldeia. As canalizações estão instaladas vai para três anos, mas a fossa para a qual os esgotos vão drenar ainda não está construída, devido a problemas resultantes da expropriação de terrenos.

O povo já se cansou de esperar e exige mais celeridade, pois a demora obriga à construção de novas fossas particulares. \"Começaram o trabalho ao contrário. Puseram as condutas sem terem um local para despejar o esgoto\", critica uma moradora, Maria de Jesus Martins, corroborada pela vizinha, Delmina Seixas \"Isto não tem jeito nenhum. Há três anos que estamos à espera\", garante.

Esgoto a céu aberto

Maria de Jesus vai construir uma casa nova e gostaria de já poder ligar os esgotos à rede pública de saneamento. Mas, \"pelo andar da carruagem, acho que ainda vou ter de ser eu a construir uma fossa, o que já não se admite nestes tempos\", contesta.

\"O que vale é que ainda temos bons vizinhos, que nos deixam fazer as fossas nos terrenos deles, caso contrário, havia esgotos a céu aberto na rua\", protesta outra moradora, Cristina Saraiva.

Questão burocrática

O atraso na conclusão do saneamento em Fiolhal deve-se a um problema burocrático, relacionado com a expropriação, por parte da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, do terreno escolhido para a instalação da fossa geral.

\"Não houve acordo com o proprietário\", começa por justificar o autarca, Eugénio de Castro, adiantando que \"a declaração de utilidade pública foi contestada pelo dono das terras, a Edilidade teve de replicar e o processo está a correr os seus trâmites na Administração Central\", justifica o autarca

Só quando aquela declaração for conseguida, \"com acordo ou sem acordo, pela via judicial ou de forma amigável, a obra prosseguirá\", acrescentou o edil.

O presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães conclui assim que, tal como a população da aldeia de Fiolhal, também ele deseja ver o processo concluído, já que o investimento está feito e as pessoas não usufruem daquela infra-estrutura. Necessária.



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Escritor Transmontano

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