A primeira cooperativa europeia de fornecimento elétrico, que é já a fornecedora de eletricidade mais barata de Espanha, procura entrar em Portugal, onde a comercialização ainda não é efetiva devido às elevadas taxas que são exigidas pelas entidades distribuidoras.

 

Teve lugar a semana passada, dia 18 de outubro, no Centro Cultural Palácio de la Alhóndiga, em Zamora, a apresentação oficial da Efi-Duero Energy SCEL. No evento, marcaram presença não só os interessados nesta “novidade”, mas também os presidentes dos municípios que integram o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT), entidade gestora da iniciativa. O presidente da Cooperativa, José Luís Pascual Criado, o presidente do AECT Duero-Douro, Bernardo Casado, e o engenheiro eletrotécnico José Morais, em representação do Município de Torre de Moncorvo, foram os oradores de serviço.

Neste momento, Efi-Duero tem o seu foco em Portugal, onde a comercialização ainda não é efetiva devido às elevadas taxas que são exigidas pelas entidades distribuidoras, tendo a EDP como líder. A cooperativa apela, assim, "a todos os interessados lusos a fazerem parte da iniciativa como já o fizeram outros, juntando-se e fortalecendo um bem comum em benefício de todos".

Esta é a primeira cooperativa europeia de fornecimento elétrico, sendo constituída por 25 entidades públicas de Espanha e Portugal e responsável pela gestão de mais de 300 contratos. E se da região de Zamora são 19 as localidades que integram a cooperativa e da província de Salamanca são cinco, a representar Portugal está o município de Torre de Moncorvo.

Apesar de este ser um projeto pioneiro, a verdade é que esta cooperativa já fornece eletricidade aos seus sócios, de forma satisfatória, desde o passado mês de junho, garantindo energia aos seus utilizadores a preço de custo. O que pressupõe uma poupança entre 15 a 30 por cento nas faturas energéticas dos seus utilizadores.

A Efi-Duero é, de acordo com o seu presidente, a fornecedora de eletricidade mais barata de Espanha nos dias que correm. José Luís Pascual Criado procura, assim, a transição do atual modelo energético para “um modelo mais justo que não suponha um abuso nos preços de um serviço essencial como é a luz”, defendendo “um mercado aberto e transparente com vista a um futuro 100% renovável”.

Pascual salienta, ainda, que a Efi-Duero procura oferecer fornecimento elétrico a preço de custo uma vez que é uma empresa constituída na forma de cooperativa e não pode obter benefício algum. Aliás, é essa falta de margem comercial que torna esta cooperativa pioneira e colocando-a no top do custo de energia elétrica mais barato, comparativamente a outras companhias.

 

A Efi-Duero age como um normal agente no Mercado Elétrico, comprando eletricidade da mesma forma que o resto das empresas, mas anulando a margem comercial, o que promove uma significativa poupança para os seus clientes. E Barcelona interessou-se pelo modelo, estudando já a possibilidade de adaptá-lo à cidade metropolitana.

  

“O mercado elétrico está controlado pelas grandes comercializadoras que especulam com os preços de um serviço essencial como é a luz, como se de um bem de luxo se tratasse”, refere Pascual. Nesse sentido, o homem forte da Efi-Duero está “abrindo um caminho num mercado até, agora, controlado por cinco grandes elétricas” e Barcelona fez eco disso mesmo, interessando-se pelo projeto e estudando a possibilidade de adaptá-lo na cidade metropolitana, depois de conhecer a iniciativa num congresso.

“Trabalhamos pela realização de um novo modelo energético que ponha fim ao oligopólio elétrico dominante neste país”, afirma Pascual, acrescentando que “um dos motivos da criação da cooperativa foi o desejo de oferecer às populações e municípios um serviço essencial a preço de custo, podendo estes destinar a poupança gerada ao contratar com a companhia, a outros serviços para as suas gentes”.

Em conclusão, a Efi-Duero age como um normal agente no Mercado Elétrico, comprando eletricidade da mesma forma que o resto das empresas, mas anulando a margem comercial, o que promove uma significativa poupança para os seus clientes.

De frisar, ainda, que qualquer particular ou empresa pode contratar os serviços da Efi-Duero Energy SCEL se se encontrar no Território Duero-Douro ou fora do território, mas cujo proprietário esteja ali registado. A alta de sócio tem um custo de 50 euros que se distribui em 5 euros de quota de inscrição, 25 euros para gastos de gestão e 20 euros correspondentes ao capital social.

 



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