Há crianças sem aulas de Português na Suíça, onde ainda faltam ser colocados 54 professores, lamenta o conselheiro Manuel Beja.
“Há atrasos na colocação de professores” de Português na Suíça, alerta o conselheiro das Comunidades Portuguesas, Manuel Beja, que lamenta que uma semana depois do início do ano escolar ainda estejam por colocar no país 54 professores de português.
Manuel Beja falava à Agência Lusa, após uma reunião com a coordenadora de ensino de português naquele país.
“Dos 140 (professores) necessários para o ensino da língua e cultura portuguesas na Suíça, falta contratar 54\", referiu Manuel Beja à Agência Lusa, adiantando que, uma semana depois do início do ano lectivo, ainda há crianças portuguesas sem aulas.
O CCP na Suíça e a coordenadora do ensino de português no país, Madalena Silva, estiveram reunidos dia 8 de Setembro para analisar a abertura do ano escolar e fazer um levantamento das principais dificuldades.
Manifestando-se satisfeito com o encontro, Manuel Beja referiu que o CCP recebeu da coordenadora de ensino a garantia que na primeira semana de Outubro os 54 professores já estarão colocados.
Estes docentes vão ser contratados localmente, explicou o conselheiro.
Defendeu ainda que o Ministério da Educação deveria preparar as aulas de português na Suíça nos meses de Maio e Junho para que no início de Setembro os professores estivessem todos contratados.
Para este ano lectivo, estão inscritas nas aulas de língua e cultura portuguesas na Suíça mais de 14 mil crianças e existe um total de 907 cursos.
O perfil dos professores nas comunidades portuguesas foi outro assunto abordado na reunião, considerando o CCP na Suíça que o Governo deveria definir o docente tipo para o estrangeiro.
Manuel Beja defende que o professor deveria identificar-se o mais possível com a comunidade e falar a língua do país onde trabalha.
Na reunião do CCP com a coordenadora de ensino foi também analisado o relacionamento entre as associações de pais, que são mais de 100 na Suíça, e os professores de português.
“É importante que a lei que reconhece as associações de pais em Portugal seja alargada às comunidades portuguesas para que estas organizações seja mais apoiadas e o relacionamento com os professores seja alargado”, considerou.
O CCP na Suíça reclamou ainda que a comissão luso-suíça para as questões do ensino, composta por técnicos dos ministérios da Educação dos dois países, se reúna o mais depressa possível para discutir a problemática da integração das crianças portuguesas no sistema de ensino suíço.
Segundo Manuel Beja, esta comissão reuniu pela última vez em 2001
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