A estratégia está lançada, revelou em entrevista à RTP Açores o presidente do Grupo SATA, Manuel António Cansado. O único travão é uma portaria do Governo da República portuguesa que exige que a companhia tenha seis milhões de contos de capital social e, neste momento, a SATA internacional tem pouco mais de um milhão.
Para Manuel António Cansado, esta lei é um travão à expansão internacional da companhia e faria todo o sentido que fosse revogada:
“Portugal neste domínio tem transposto todas as directivas da União Europeia sobre transporte aéreo para legislação portuguesa mas mantém-se esta excepção e esse é que é o nosso grande impedimento à expansão internacional da companhia”.
Os requisitos técnicos de segurança e operacionalidade para os voos charter e regulares são os mesmos, mas, segundo o responsável da SATA, as vantagens dos voos regulares seriam enormes para a companhia e para a região, permitindo pelo menos duplicar o número de passageiros entre os Estdos Unidos e os Açores, segundo António Cansado.
“A grande diferença seria esta: todos os agentes e todas as companhias que quisessem comercializar os Açores teriam os nossos voos nos seus computadores e poderíamos ter passageiros desde o Alaska até San Francisco, Detroit, Los Angeles, qualquer cidade dos Estados Unidos com essas companhias articulando connosco em Boston, o que é relativamente fácil. A título de exemplo, a partir de Lisboa nós temos acordos com todas as companhias que voam para Lisboa, inclusivamente temos com a Continental, que voa de New York para Lisboa. Se isto é possível fazer em Lisboa, é com certeza possível fazer também em Boston”.
A SATA conta alcançar este objectivo a curto prazo, dentro de três anos, se entretanto a portaria não for revogada.
Entretanto, a SATA Internacional vai voando à procura de novos mercados e, a partir de Abril do próximo ano, iniciará ligaçoes entre Londres e Ponta Delgada.



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