O incêndio que começou na terça-feira no concelho de Valpaços e se estendeu aos de Mirandela e Vinhais tem hoje à noite três frentes ativas, tendo sido feito um reforço de meios e operacionais, revelou a Proteção Civil.
O 2.º comandante regional do Norte da Proteção Civil, Luís Araújo, disse, em declarações à Lusa, que as três frentes ativas estão espalhadas por todo o perímetro de incêndio rural, nos três municípios transmontanos, nos distritos de Vila Real (no caso de Valpaços) e Bragança.
Por isso, foi feito um "reforço de meios", estando no terreno 872 operacionais, 281 meios terrestres e sete meios aéreos às 19:55 de hoje.
Agora, explicou Luís Araújo, esperam "por uma janela de oportunidade", uma vez que o incêndio tem estado "acima da capacidade de extinção", sendo a principal preocupação a proteção de pessoas e bens.
A partir das 14:00 de hoje, o incêndio, que tinha 70% do perímetro dominado e 30% a ceder ao combate, acabou por ficar descontrolado, devido ao aumento das temperaturas e ao vento, com rajadas de 40 quilómetros/hora, que provocaram projeções e alargaram toda a área de fogo.
Luís Araújo avançou ainda que o incêndio voltou a ter grandes proporções também por os meios aéreos não terem podido atuar durante a manhã, devido à neblina e à intensidade do fumo, que impossibilitavam a sua atuação com condições de segurança.
Para a noite que se aproxima, o 2.º comandante realçou que será definida uma estratégia, que espera poder cumprir, bem como a proteção de bens e pessoas.
Este incêndio deflagrou cerca das 15:00 de terça-feira em Ervões e mais de um dia depois atravessou o rio Rabaçal e chegou a Mirandela, entrando em Vinhais ao final da tarde de hoje, pela aldeia Vale das Fontes. Segundo a Proteção Civil do Norte, deverão ter ardido mais de seis mil hectares até hoje à tarde.
As chamas causaram danos em pelo menos 21 casas, num armazém agrícola e em duas indústrias, e fizeram cinco feridos. O fogo tem também motivado o corte de algumas estradas.
Segundo informações transmitidas à Lusa por autarcas das zonas atingidas, foram já retiradas de casas as populações das aldeias de São Pedro Velho e Ervideira, em Mirandela, e da aldeia do Vale das Fontes, em Vinhais.
Lusa