Os subsídios da Junta de Fiães, em Valpaços, destinados a pessoas carenciadas, foram entregues, na grande maioria, a pessoas que integram a própria Assembleia Freguesia e a outros elementos da lista encabeçada pelo presidente da Junta (PSD), nas últimas eleições, mas que não foram eleitos.

Estranhado a coincidência, os dois elementos do PS na Assembleia já pediram ao Ministério Pública (MP) uma investigação às contas da Junta. O presidente Francisco José Morais não percebe a polémica e garante que a verba foi aprovada no Orçamento. O apoio em causa varia entre os 300 e os 400 euros e foi entregue, pelo menos, a 11 pessoas que faziam parte da lista do presidente.

De acordo com a denúncia entregue no MP e também enviada ao governador civil de Vila Real, para aprovar a verba, o presidente da Junta terá dito que se tratava de \"subsídios a pessoas carenciadas\". No entanto, não terá justificado a carência, nem tão pouco identificado os beneficiários.

Os dois elementos do PS só mais tarde se terão apercebido que, afinal, \"os subsídios para pessoas carenciadas \"eram atribuídos invariavelmente a pessoas que integram a lista partidária do senhor presidente nas últimas eleições\". Além disso, entendem que não existe carência. \"Pode haver um ou outro, de resto vivem todos bem\", asseguraram.

\"Dentro das possibilidades\", a Junta tem ajudado muita gente, incluindo a mãe e um irmão de um dos elementos do PS\", justifica, por sua vez, Francisco José Morais. \"O Orçamento aprovado tem verbas para esse fim\", diz, não vendo nenhum mal no facto dos beneficiários serem membros da sua lista, alguns eleitos para a Assembleia de Freguesia.

\"Não é por serem membros da Assembleia que não devem receber\", defende, garantindo que se trata de pessoas que \"todos reeconhecem que precisam\".



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