Jorge Falé é o cabeça de lista do Chega ao município de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, e acredita que o partido vai eleger um vereador nas eleições de 12 de outubro para fazer "verdadeira oposição".
O candidato vive em Alfândega da Fé há oito anos, terra de onde os seus pais são naturais. Tem 65 anos, está reformado e entende que a sua candidatura é uma "lufada de ar fresco" num município liderado pelo PS há 16 anos.
É a primeira vez que o Chega apresenta um candidato à Câmara de Alfândega da Fé.
Jorge Falé considera que o "sentimento da população é de mudança" e que há hipótese de ganhar, mas já será um "vitória" se "eleger um vereador, ganhar a junta de freguesia de Alfândega da Fé e eleger quatro deputados municipais".
O candidato disse ter um conjunto de propostas "inovadoras", colocando as pessoas no "centro da ação".
“Baixar os impostos, reduzir o IMI para 0,38%, reduzir a taxa de participação no IRS de 5% para 4%, uma medida para quem trabalha e para quem desconta", enumerou.
Alfândega da Fé fazia parte do grupo de municípios com endividamento excessivo, o que obrigou a medidas mais apertadas, no entanto, Jorge Falé adiantou que este ano o município deixará de estar nesta condição e, por isso, "estas medidas são exequíveis para o orçamento de 2026".
Outras das propostas passam pela reorganização dos serviços municipais, com a "reestrutura de divisões e cargos", para "melhorar a eficiência", mas também um "incentivo à natalidade e à desertificação", com uma atribuição mensal de "200 euros" durante dois anos.
Jorge Falé disse ainda que, se for eleito presidente do município, tanto o presidente como os vereadores prescindirão do valor atribuído para despesas de representação, que se traduzem em "mil euros", e será distribuído pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho.
O executivo municipal de Alfândega da Fé é liderado pelo PS, que elegeu três elementos, contando com mais dois eleitos pelo PSD.
Concorrem à liderança da Câmara Municipal o atual presidente, Eduardo Tavares (PS), Víctor Bebiano (PSD/CDS-PP), Manuel Araújo (CDU – coligação PCP/PEV) e Jorge Falé (Chega).
Lusa