O incêndio que deflagrou na quinta-feira no concelho de Vinhais e que tinha hoje uma frente ativa, no Serro de Penhas Juntas, foi agora dado como dominado, adiantou o comandante sub-regional de Trás-os-Montes à Lusa.

Noel Afonso explicou que, ao longo da tarde, os quase 500 operacionais e mais de 10 meios aéreos estiveram empenhados em dominar a única frente que estava ativa e que consumia mancha florestal. O vento e a orografia do terreno foram, mais uma vez, os principais problemas no combate, tal como esta quinta-feira. Existiram ainda alguns reacendimentos que foram controlados.

Agora com o incêndio já dominado, há ainda "muito trabalho para fazer", nomeadamente de rescaldo e consolidação. Os operacionais e meios alocados vão continuar no terreno durante a noite e a manhã deste sábado. Estão no terreno mais de 400 operacionais, apoiados por mais de 140 viaturas.

O comandante estima que tenham ardido cerca de três mil hectares do concelho de Vinhais, uma vez que afetou as aldeias de Palas, Nuzedo de Baixo, Ervedosa, Agrochão, Falgueiras e, por fim, dirigia-se a Penhas Juntas.

Além de mato e pinho, arderam também culturas agrícolas e alguns barracões. Mabilde Cardoso, de Ervedosa, foi uma das lesadas. O fogo consumiu a curriça e os quatro mil fardos, que eram o alimento das suas cerca de 240 ovelhas, o principal sustento da família.

A situação mais complicada foi mesmo em Ervedosa, onde várias habitações foram ameaçadas pelas chamas, mas o pior não chegou a acontecer. "O foco principal eram as habitações e não ardeu nenhuma", salientou Noel Afonso.

O incêndio começou às 11:00 desta quinta-feira na localidade de Palas e chegou a ter três frentes ativas, levando ao corte de duas estradas, a estrada nacional 206, entre Agrochão e Penhas Juntas, e a estrada municipal 529, entre Nuzedo de Baixo e Ervedosa.




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