O artista Gady inaugura, hoje, na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, a exposição “Máscaras da Alma: Entre o Sagrado e o Profano”, com mais de 15 telas.
O objetivo do pintor foi "tentar focar nos sentimentos das tradições do nordeste [transmontano]".
"Muitas telas têm coisas e relevos escondidos, têm símbolos escondidos, algumas das telas é preciso vê-as centímetro a centímetro, para ver o que lá está", sublinhou o pintor, em declarações à Lusa.
Gady, como é conhecido, mas de nome verdadeiro Rui Santos, decidiu deixar Lisboa, onde nasceu, e viver em Trás-os-Montes, onde tem raízes familiares.
Instalado em Mogadouro, decidiu mergulhar nas tradições ancestrais e vivenciar as máscaras, que serviram de mote para esta exposição.
"Tentei ir a muitas festas de inverno, para tirar fotografias e ver aquela vivência. Havia terras onde não conhecia ninguém, mas fiquei agradado com a tradição e mesmo com as pessoas, porque mesmo não as conhecendo, passado uma manhã de estar a seguir aquelas festividades, havia sempre alguém que me chamava para almoçar ou conhecer", contou.
A exposição conta ainda com a participação da ceramista Andreia Costa. Além das pinturas, estão ainda expostas "peças que evocam tradições ancestrais e que, nesta mostra, reforçam a dimensão ritual e espiritual da pintura de Gady".
“Máscaras da Alma: Entre o Sagrado e o Profano” é inaugurada hoje à tarde e estará patente na casa da cultura de Alfândega da Fé até 22 de fevereiro.
Estas pinturas de Gady serão a primeira série do tema, que irá ter continuidade numa outra exposição, agendada para 2026 em Mirandela.
Lusa