O concurso público para a construção da segunda fase da estrada de Vinhais, que custa mais de 80 milhões de euros, vai ser aberto até março, revelou, hoje, à Lusa, o presidente da câmara.

“A informação que nos foi dada pelo senhor ministro foi essa, que vai ser feito o lançamento do concurso até março e o valor que está cabimentado é de 82 milhões de euros”, disse o autarca Luís Fernandes que, na terça-feira, esteve reunido com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, que lhe garantiu ainda que em março viria ao concelho inaugurar a primeira fase da obra.

A previsão é que a estrada esteja concluída até 2029. “Final de 2028, início de 2029, foi aquilo que me foi transmitido”, acrescentou o presidente da câmara de Vinhais.

A ligação Vinhais-Bragança tem mais de 30 quilómetros e demora cerca de 40 minutos a ser percorrida. A requalificação do troço é há muito reclamada e a primeira fase, que consistiu apenas na retirada de algumas curvas e melhoria do troço, já está concluída, tendo começado em outubro de 2024. A segunda fase, e mais importante, consiste na construção de duas variantes, que permitirão reduzir o tempo de viagem.

Inicialmente, previa-se que a ligação custasse 36 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas custa agora 100 milhões de euros. Uma vez que a obra não ficará concluída até junho de 2026, como exigia o PRR, o Governo irá financiar a estrada.

Segundo avançou, à Lusa, o presidente da câmara de Vinhais, o cabimento orçamental é de “oito milhões para 2026, de 42 milhões para 2027 e o resto para 2028, perfazendo o total de 82 milhões de euros”.

“Como sempre lutámos e sempre houve compromisso do concurso desta segunda fase que é mais significativa, quer em valor de obra, quer na obra em si, claro que fiquei agradado, tendo reafirmado quer os valores, quer datas”, afirmou.

Por outro lado, Luís Fernandes lamentou a sinalização aplicada na estrada já melhorada, no que toca aos limites de velocidade.

“Parece-nos haver aqui uma desadequação que deve ser corrigida. (…) Por causa dos limites de velocidade que existem, por causa das zonas de ultrapassagem, por causa da própria sinalização ser muito limitativa (…), a velocidade máxima é de 60Km/h, não se justifica”, defendeu.



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