Passar para o conteúdo principal
Diário de Trás-os-Montes
Montes de Notícias
  • Início
  • Bragança
    • Alfândega da Fé
    • Bragança
    • Carrazeda de Ansiães
    • Freixo de Espada à Cinta
    • Macedo de Cavaleiros
    • Miranda do Douro
    • Mirandela
    • Mogadouro
    • Torre de Moncorvo
    • Vila Flor
    • Vimioso
    • Vinhais
  • Vila Real
    • Alijó
    • Boticas
    • Chaves
    • Mesão Frio
    • Mondim de Basto
    • Montalegre
    • Murça
    • Ribeira de Pena
    • Sabrosa
    • St.ª Marta Penaguião
    • Peso da Régua
    • Valpaços
    • Vila Pouca de Aguiar
    • Vila Real
  • Reportagens
  • Entrevistas
  • Fotogalerias
  • Vídeos
  • Opinião
  1. Início

De l mundial al global

Retrato de Bandarra
Carlos Ferreira

De l mundial al global

(mirandés) DE L MUNDIAL AL GLOBAL

Cumo dirie Jacques de La Palice, la palabra “mundial” refire-se al mundo, i la palabra “global” refire-se al globo terráqueo. Pula parte que me toca, nun tengo dúbidas que l mundo ye mais pequeinho que l globo, porque este puode albergar bários mundos i outros tantos submundos!

Las dues Grandes Guerras de l seclo XX, recíben tamien l adjetibo de Mundiales, anque haba bários outores, nomeadamente l grande pensador George Steiner, que dízen tratar-se dua sola Guerra, que tubo un lhargo armistício de binte anhos pul meio! I you cuncordo cun el, porque bendo bien, ls motibos que lhebórun a la purmeira, nun quedando bien resulbidos, a la próssima nuoba ancruzilhada, dórun guerra outra beç! Por esso l seclo XX, quedou conhecido cumo l seclo de las grandes guerras mundiales: las que tubírun lhugar, la purmeira i la sigunda, i las que nun tubírun lhugar, mormente la terceira!

La “mundializaçon” podemos dezir que fui un processo stórico mui lento que se fui dando a la medida que l Homo sapiens saliu de l’África Ouriental, por buolta de 300 mil anhos atrás, para colonizar l mundo anteiro, probocando apuis un processo de trocas culturales que se apressiou muito culs çcubrimientos pertueses de l seclo XV, i que culminou na sigunda metade de l seclo XX.

Por sou lhado la globalizaçon, dá-se a partir de l último quartel de l seclo XX, i ten mais a ber cun processos eiquenómicos, l que chamamos hoije "l’aldé global": sobretodo lhigada a la çcentralizaçon de la produçon, grácias als mercados financeiros i a l’Anternet. Ye eiqui que mos damos cuonta que l mundo ye berdadeiramente finito i totalmente anterdependiente, i que quando ua paxarina bate las alas ne l polo norte, puode probocabar grandes eifeitos ne l polo sul.

Anque l tiempo scuorra de maneira eigual, nós biajamos cada beç más, i cada beç más debrebe! Por essa rezon, l seclo XXI, há de ser l seclo de las grandes pandemies sanitárias: ambientales, anformáticas, biológicas! I todas stan anterlhigadas.

Apuis de la sigunda Grande Guerra, la criaçon de bárias anstituiçones supra nacionales, sobretodo las Naçones Ounidas, fui la melhor respuosta que se puodo dar para ampedir nuobas guerras mundiales.

Cun esta purmeira pandemie biológica berdadeiramente global, qual purmeira “Grande Rebelaçon” de la finitude i fragilidade global, chegou l tiempo d’antendermos q’estes problemas percísan anstituiçones globales muito mais fuortes, que puodan cuntrolar i regular todas estas questones de maneira assertiba, bigorosa i absoluta, porque doutra maneira, las bárias pandemies, tal un boomerang, ban a suceder-se al ritmo de las staçones de l anho, cun alguns armistícios pu l meio. Por esso l melhor, ye mesmo resulber las cousas bien a la purmeira, porque se nó: la sigunda i terceira, bénen yá a camino.

 

(português) DO MUNDIAL AO GLOBAL

Como diria Jacques de La Palice, a palavra “mundial” refere-se ao mundo, e a palavra “global” refere-se ao globo terráqueo. Pela parte que me toca, não tenho dúvidas que o mundo é mais pequeno que o globo, porque este pode albergar vários mundos e outros tantos submundos!

As duas Grandes Guerras do século XX, recebem também o adjetivo de Mundiais, ainda que haja vários autores, nomeadamente o grande pensador George Steiner, que dizem tratar-se de uma só Guerra, que teve um largo armistício de vinte anos pelo meio! E eu concordo com ele, porque vendo bem, os motivos que levaram à primeira, não ficando bem resolvidos, à próxima nova encruzilhada, deram guerra novamente! Por isso o século XX, ficou conhecido como o século das grandes guerras mundiais: as que tiveram lugar, a primeira e a segunda, e as que não tiveram lugar, designadamente a terceira!

A “mundialização” podemos dizer que foi um processo histórico muito lento que se foi dando à medida que o Homo sapiens saiu da África Oriental, por volta de 300 mil anos atrás, para colonizar o mundo inteiro, provocando depois um processo de trocas culturais que se acelerou muito com os descobrimentos portugueses do século XV, e que culminou na segunda metade do século XX.

Por seu lado a globalização, dá-se a partir do último quartel do século XX, e tem mais a ver com processos económicos, o que chamamos hoje a "aldeia global": sobretudo ligada à descentralização da produção, graças aos mercados financeiros e à Internet. É aqui que nos damos conta que o mundo é verdadeiramente finito e totalmente interdependente, e que quando uma borboleta bate as asas no polo norte, pode provocar grandes efeitos no polo sul.

Ainda que o tempo escorra de forma igual, nós viajamos cada vez mais, e cada vez mais rápido! Por essa razão, o século XXI, vai ser o século das grandes pandemias sanitárias: ambientais, informáticas, biológicas! E todas estão interligadas.

Depois da segunda Grande Guerra, a criação de várias instituições supranacionais, sobretudo as Nações Unidas, fui a melhor resposta que se pode dar para impedir novas guerras mundiais.

Com esta primeira pandemia biológica verdadeiramente global, qual primeira “Grande Revelação” da finitude e fragilidade global, chegou o tempo de entendermos que estes problemas precisam instituições globais muito mais fortes, que possam controlar e regular todas estas questões de forma assertiva, vigorosa e absoluta, porque de outra forma, as várias pandemias, tal um boomerang, irão suceder-se ao ritmo das estações do ano, com alguns armistícios pelo meio. Por isso o melhor, é mesmo resolver as coisas bem à primeira, porque caso contrário: a segunda e terceira, vêm já a caminho.

 

Aguarela “O Emigrante”: Manuel Ferreira

Partilhar
Facebook Twitter

+ Crónicas


Tribela
Publicada em: 06/05/2020 - 15:33
Carta a ua mai que nun sabie ler
Publicada em: 03/05/2020 - 16:00
L mundo ye redondo: tanto anda, cuma zanda!
Publicada em: 28/04/2020 - 13:34
De l mundial al global
Publicada em: 23/04/2020 - 16:31
Caçar cun papoulas
Publicada em: 20/04/2020 - 18:24
De las cousas sien amportança
Publicada em: 14/04/2020 - 18:26
Mie casa, ou la Páscoa!
Publicada em: 11/04/2020 - 14:26
(mirandés) CRISE (de l lhatin crisis i de l griego krísis)
Publicada em: 07/04/2020 - 22:00

Opinião

Retrato de barroso
Barroso da Fonte
As Forças Armadas servem para tudo
11/05/2020
Retrato de ana
Ana Soares
Carta Aberta às minhas Filhas - Desculpem minhas Princesas
10/05/2020
Retrato de parafita
Alexandre Parafita
Bibliotecas que desmoronam
08/05/2020
Retrato de bj
Batista Jerónimo
A relação dos Líderes nas crises
07/05/2020

+ Vistas (últimos 15 dias)

Três detidos em operação na autoestrada A4, após assalto
// Macedo de Cavaleiros
Autocarro escoltado pela PSP até ao Hospital de Bragança
// Bragança
Barrosão oferece boi a famílias carenciadas
// Montalegre
Idosa morre em incêndio na sua habitação em Mirandela
// Mirandela
Trás-os-Montes com mil largadas do inseto que combate a vespa das galhas do castanheiro
// Trás-os-montes

CRONISTAS

Retrato de magda
Magda Borges
Retrato de Bandarra
Carlos Ferreira
Retrato de barroso
Barroso da Fonte
Retrato de parafita
Alexandre Parafita
Retrato de Moreira
Nuno Moreira
Retrato de henrique
Henrique Ferreira
Retrato de Angela
Ângela Bruce
Retrato de chrys
Chrys Chrystello
Retrato de Joao
João Pedro Baptista
Retrato de luis
Luis Ferreira
Retrato de batista
Vítor Batista
Retrato de marta
Marta Liliana
Para sugestões, informações ou recomendações: diario.tm@hotmail.com

Formulário de pesquisa

Diário de Trás-os-Montes

© Diario de Trás-os-Montes (Desde 1999)

Proibida qualquer cópia não previamente autorizada.



  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Contactos
  • Login


Bragança

  • Alfândega da Fé
  • Bragança
  • Carrazeda de Ansiães
  • Freixo de Espada à Cinta
  • Macedo de Cavaleiros
  • Miranda do Douro
  • Mirandela
  • Mogadouro
  • Torre de Moncorvo
  • Vila Flor
  • Vimioso
  • Vinhais

Vila Real

  • Alijó
  • Boticas
  • Chaves
  • Mesão Frio
  • Mondim de Basto
  • Montalegre
  • Murça
  • Peso da Régua
  • Ribeira de Pena
  • Sabrosa
  • St.ª Marta Penaguião
  • Valpaços
  • Vila Pouca de Aguiar
  • Vila Real

Secções

  • Douro
  • Trás-os-Montes
  • Livros
  • Mirandês
  • Emigração
  • Diversos
© Diário de Trás-os-Montes