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Um risco sem seguro

Retrato de luis
Luis Ferreira

Um risco sem seguro

O Mundo está assolado por um vírus altamente letal e que está a transformar as pessoas, os países e o planeta, em palcos enormes onde dança a seu bel prazer uma dança mortal, em que os dois dançarinos, pessoa e vírus, acabam por ter um final idêntico. Ambos morrem, qual Romeu e Julieta.

Os milhares de mortos causados já por este assassino silencioso e invisível, são demasiados para que não haja um redobrar de atenção e um isolamento, ainda que penoso, eficaz de modo a enganar o atacante. É importante desviar-lhe a atenção. Não é fácil. Por todo o lado, todos os dias, a comunicação social informa, como se nada mais houvesse para informar, o número de pessoas que morreram e os que acabaram de ser apanhados pelo coronavírus. Já estamos fartos de ouvir sempre a mesma coisa. É só coronavírus. É só Covid19. Até há dois meses atrás, o espaço informativo entretinha-se com o terrorismo, com a Catalunha, com a guerra na Síria, com a Palestina e a relação com Israel, com os mísseis da Coreia do Norte e com a política em Portugal. Vários temas para distrair o povo e mantê-lo informado do que se passava um pouco por todo o lado. O povo sim, esse que agora anda apavorado com uma só coisa: o Covid19. Parece que agora nada mais interessa informar ainda que se torne enfadonho estar sempre a falar da mesma coisa, amedrontando cada vez mais, os que ainda têm esperança de fugir do temível atacante.

Os portugueses têm feito um trabalho exemplar de confinamento. Dizem-no os números dos que foram atingidos pelo vírus. Comparativamente aos outros países, Portugal até já foi considerado como um país atingido por um milagre fantástico, perante esses mesmos números. Não. Não é um milagre, mas é um esforço, um medo atroz e uma vontade imensa de querer estar vivo. E ainda estamos longe de ver um fim. Ainda a procissão vai no adro, como diz o povo.

Perante tanto medo e tanto isolamento e, novamente, um estado de emergência, o Governo e a Assembleia da República querem festejar o 25 de Abril. Metendo 300 pessoas dentro da Assembleia. Será possível? Então não é permitido andar na rua a menos de 2 metros de distância uns dos outros, não são permitidas mais do que três pessoas juntas na rua, são proibidos ajuntamentos, reuniões, festas e outras coisas similares e os que ordenam tudo isto, querem juntar 300 pessoas no mesmo recinto para festejar o 25 de Abril? Parece impossível!

A liberdade foi uma conquista fantástica e merece ser sempre festejada. Concordo e concordamos todos certamente. Mas será que permitir uma celebração desta natureza é festejar a liberdade? Não será antes um atentado à liberdade? Não será um atentado à saúde de cada um? Não será uma tentativa de assassinato? Se queremos travar o avanço do vírus e a sua disseminação, não se pode permitir tais atitudes, especialmente porque se põem em risco pessoas que podem acabar com a sua própria liberdade. O 25 de Abril jamais acabará e sempre se fará a sua comemoração e há muitas formas de o celebrar, sem precisar de pôr em risco a saúde de 300 pessoas só para mostrar ao país a festa que se faz na Assembleia da República em nome da liberdade. Qual liberdade? Qual democracia? Chama-se a isto democracia? Será democrático pôr trezentas pessoas em risco de contaminação quando se pede à população que fique em casa, de quarentena, e não ponha os pés na rua a não ser para buscar comida para não morrer à fome? Será democrático festejar o 25 de Abril e a liberdade, correndo o risco de morrer daí a 5 dias? Aliás, quantos deputados e outros indivíduos irão participar nesta celebração que têm mais do que70 anos? Nem sequer podem ir à rua, pois são pessoas de risco e por Decreto estão proibidos de sair à rua? 

Usem uma vídeo-conferência e deixem-se de avarias. Agora está na moda.

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