Passar para o conteúdo principal
Diário de Trás-os-Montes
Montes de Notícias
  • Início
  • Bragança
    • Alfândega da Fé
    • Bragança
    • Carrazeda de Ansiães
    • Freixo de Espada à Cinta
    • Macedo de Cavaleiros
    • Miranda do Douro
    • Mirandela
    • Mogadouro
    • Torre de Moncorvo
    • Vila Flor
    • Vimioso
    • Vinhais
  • Vila Real
    • Alijó
    • Boticas
    • Chaves
    • Mesão Frio
    • Mondim de Basto
    • Montalegre
    • Murça
    • Ribeira de Pena
    • Sabrosa
    • St.ª Marta Penaguião
    • Peso da Régua
    • Valpaços
    • Vila Pouca de Aguiar
    • Vila Real
  • Reportagens
  • Entrevistas
  • Fotogalerias
  • Vídeos
  • Opinião
  1. Início

De las cousas sien amportança

Retrato de Bandarra
Carlos Ferreira

De las cousas sien amportança

(mirandés) DE LAS COUSAS SIEN AMPORTANÇA

Felizes ls cimpres, porque deilhes ye l reino de ls cielos! Esta nun ye eizatamente ua “Bien-abinturança”, mas hai ua que fala de ls probes de spríto…!

Se de permissa stabelecirmos ua eiquibalença antre cielo i felicidade, percebemos que tanto l purmeiro, cumo la sigunda se gánhan culas cousas cimpres, rotineiras, aqueilhas a que to ls dies damos menos amportança. Podemos poner an riba la mesa ls berbos: abraçar, beisar, acarinar, cumbidar, bejitar, repartir, salir…; i cuntinar culas spressones: fazer prazer, star culs amigos, comer i beber juntos, ir an juntouro al restourante, dar un passeio, andar pula rue, beber un copo culs amigos, rir an jolda, ir a tomar aire, ir a dar ua buolta, ir a ber alguien, çcutir an cunceilho…

Nun stubíramos ne l uolho de l pelubrino Cobid-19, i esta serie prosa algo ranciosa, que la lhiberdade ten siempre más balor quando nun se ten, mas l berbo pensar i cungeminar, para s’eisercitáren, percízan de sossego, de tiempo lhibre i de las manos tamien algo bazies d’afazeres i xurdiduras.

Muitos dízen q’apuis desta muxinga passar, l mundo nunca tornará a ser l mesmo, mas nestas cousas, you sou algo cumo l cíplo Tomé: tenerei que purmeiro meter trés dedos na chaga grande!

Subre esta queston, mie mai cuntaba-me ua lhona assi:

- Habie un probe tiu, mui probe, que era un cuitadico: nun tenie adonde caier muorto. Ne l eimbierno passaba un friu de perro i dezie assi: “quien me dira que fusse berano, para ganhar para ua mantica!!” Quando s’agarraba ne l berano, yá nun se lhembraba de ls frius de l eimbierno i dezie assi: “àh sol debino, todo quanto ganho ye para bino!!”

Tengo muito la manie de dezir que las rebuluçones nun eisísten, por bias que ne l die anterior, tal cumo ne l die a seguir a eilhas, la soma de to ls fatores que cumpónen l mundo, son eisatamente eiguales. Ua maneira de dezir que, anque de la nuite pa la manhana perda l cordeiro la lhana, nada demuda l mundo nun sfergante.

L tiempo ye la más absoluta de las rialidades, que nunca parará de scorrir, mas cuncluie l grande matemático Edward Lorenz yá algo más de cinquenta anhos, que por bezes, basta q’ua andeble paixarina bata las alas, para que l caos se stableça, i ende, talbeç l camino de l tiempo de l Home ganhe mais ua pequeinha regubiúra.

 

(português) DAS COISAS SEM IMPORTÂNCIA

Felizes os simples, porque deles é o reino dos céus! Esta não é exatamente uma “Bem-aventurança”, mas há uma que fala dos pobres de espírito…!

Se de premissa estabelecermos uma equivalência entre céu e felicidade, percebemos que tanto o primeiro, como a segunda se ganham com as coisas simples, rotineiras, aquelas a que todos os dias damos menos importância. Podemos colocar em cima da mesa os verbos: abraçar, beijar, acarinhar, convidar, visitar, repartir, sair…; e continuar com as expressões: fazer prazer, estar com os amigos, comer e beber juntos, ir em conjunto ao restaurante, dar um passeio, andar pela rua, beber um copo com amigos, rir em grupo, ir apanhar ar, ir dar uma volta, ir ver alguém, debater em grupo…

Não estivéssemos no olho do furação Covid-19, e esta seria prosa algo rançosa, que a liberdade tem sempre mais valor quando não se tem, mas o verbo pensar e refletir, para se exercitarem, necessitam de sossego, de tempo livre e das mãos também algo vazias de afazeres e consumições.

Muitos dizem que depois desta imundice passar, o mundo nunca voltará a ser o mesmo, mas nestas coisas, eu sou algo como o discípulo Tomé: terei que primeiro meter três dedos na chaga grande!

Sobre esta questão, a minha mãe contava-me uma historieta assim:

- Havia um pobre homem, muito pobre, que era um desgraçado: não tinha onde cair morto. No inverno passava um frio de cão e dizia assim: “quem me dera que fosse verão, para ganhar para uma mantinha!!” Quando se via no verão, já não se lembrava dos frios do inverno e dizia assim: “àh sol divino, tudo quanto ganho é para vinho!!”

Tenho muito a mania de dizer que as revoluções não existem, porque tanto no dia anterior, como no dia seguinte a elas, a soma de todos os fatores que compõem o mundo, são exatamente iguais. Uma maneira de dizer que, ainda que da noite para a manhã perca o cordeiro a lã, nada muda o mundo num instante.

O tempo é a mais absoluta das realidades, que nunca parará de escorrer, mas concluía o grande matemático Edward Lorenz há algo mais de cinquenta anos, que por vezes, basta que uma frágil borboleta bata as asas, para que o caos se estabeleça, e aí, talvez o caminho do tempo do Homem ganhe mais uma pequena reviravolta.

 

Aguarela: Manuel Ferreira

Partilhar
Facebook Twitter

+ Crónicas


Tribela
Publicada em: 06/05/2020 - 15:33
Carta a ua mai que nun sabie ler
Publicada em: 03/05/2020 - 16:00
L mundo ye redondo: tanto anda, cuma zanda!
Publicada em: 28/04/2020 - 13:34
De l mundial al global
Publicada em: 23/04/2020 - 16:31
Caçar cun papoulas
Publicada em: 20/04/2020 - 18:24
De las cousas sien amportança
Publicada em: 14/04/2020 - 18:26
Mie casa, ou la Páscoa!
Publicada em: 11/04/2020 - 14:26
(mirandés) CRISE (de l lhatin crisis i de l griego krísis)
Publicada em: 07/04/2020 - 22:00

Opinião

Retrato de barroso
Barroso da Fonte
As Forças Armadas servem para tudo
11/05/2020
Retrato de ana
Ana Soares
Carta Aberta às minhas Filhas - Desculpem minhas Princesas
10/05/2020
Retrato de parafita
Alexandre Parafita
Bibliotecas que desmoronam
08/05/2020
Retrato de bj
Batista Jerónimo
A relação dos Líderes nas crises
07/05/2020

+ Vistas (últimos 15 dias)

Três detidos em operação na autoestrada A4, após assalto
// Macedo de Cavaleiros
Autocarro escoltado pela PSP até ao Hospital de Bragança
// Bragança
Barrosão oferece boi a famílias carenciadas
// Montalegre
Idosa morre em incêndio na sua habitação em Mirandela
// Mirandela
Trás-os-Montes com mil largadas do inseto que combate a vespa das galhas do castanheiro
// Trás-os-montes

CRONISTAS

Retrato de Jorge Nunes
Jorge Nunes
Retrato de parafita
Alexandre Parafita
Retrato de Bandarra
Carlos Ferreira
Retrato de marta
Marta Liliana
Retrato de bj
Batista Jerónimo
Retrato de barroso
Barroso da Fonte
Retrato de Nuno
Nuno Magalhães
Retrato de magda
Magda Borges
Retrato de igreja
Manuel Igreja
Retrato de Duarte
Duarte Mairos
Retrato de Joao
João Pedro Baptista
Retrato de bob
António Bob Santos
Para sugestões, informações ou recomendações: diario.tm@hotmail.com

Formulário de pesquisa

Diário de Trás-os-Montes

© Diario de Trás-os-Montes (Desde 1999)

Proibida qualquer cópia não previamente autorizada.



  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Contactos
  • Login


Bragança

  • Alfândega da Fé
  • Bragança
  • Carrazeda de Ansiães
  • Freixo de Espada à Cinta
  • Macedo de Cavaleiros
  • Miranda do Douro
  • Mirandela
  • Mogadouro
  • Torre de Moncorvo
  • Vila Flor
  • Vimioso
  • Vinhais

Vila Real

  • Alijó
  • Boticas
  • Chaves
  • Mesão Frio
  • Mondim de Basto
  • Montalegre
  • Murça
  • Peso da Régua
  • Ribeira de Pena
  • Sabrosa
  • St.ª Marta Penaguião
  • Valpaços
  • Vila Pouca de Aguiar
  • Vila Real

Secções

  • Douro
  • Trás-os-Montes
  • Livros
  • Mirandês
  • Emigração
  • Diversos
© Diário de Trás-os-Montes