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O lóbi, a lata e o lítio

Retrato de barroso
Barroso da Fonte

O lóbi, a lata e o lítio

A trilogia da língua portuguesa é uma redundância que reforça uma ideia com cheiro a naftalina.

Entre o Natal e o Ano Novo o ministro do ambiente garantiu, em Moncorvo, que a exploração do famigerado lítio vai começar já, como quem diz, no primeiro trimestre de 2020. Como se fosse o dono disto tudo, este governante ignorou toda a polémica das televisões, das rádios e dos jornais e, anunciou que dentro de dias a lei que irá regulamentar esta matéria será promulgada e entregue à exploração. A maneira arrogante como o anúncio foi dito permitiu concluir que não haverá lugar a ouvir as populações que ou já tem o aval das Câmaras ou nem vai ouvi-las. E permite, por outro lado, concluir que o Presidente da República vai promulgar a lei para que sua excelência concretize  o veredicto que tanto  tem preocupado as populações nativas.

Este é o governante que em 2015, quando tinha meia dúzia de meses de governante, já cantava vitória acerca dos incêndios. Na semana seguinte começou o inferno que, desde esse verão até hoje nunca mais houve  descanso, nem paz social, em mais de uma centena de vítimas mortais e de muitas mais que perderam tudo e ainda não têm casa nem sequer sabem quando a terão. Segundo se sabe é um dos elementos do clube dos «Carecas do Porto» que entra no café com o bom humor dos tripeiros, mas que fala mais alto do que quantos lá estão e que o conhecem pelo bazófias.

A Quercus anunciou em 29 de Dezembro que se vive em «enorme preocupação» com o lançamento de um concurso para a prospeção de lítio em Portugal, no início de 2020, considerando que «é assente em argumentos errados» que não correspondem à realidade do contexto internacional». Diz-se ainda nessa fonte que há uma guerra entre os sócios da Ordem dos Engenheiros, estando em causa as declarações de Matos Fernandes ao rejeitar a possibilidade de construir novas barragens no Mondego para regularizar o curso dos rios e evitar as cheias.

Dia 28 último a jornalista Ana Sanlez assinou duas páginas no suplemento dinheirovivo.pt com o título «Lítio verde ganha força mas ainda não agrada a todos. No lead desta reportagem diz-se que «têm licença para explorar e pedra para partir. Nas vésperas da entrega do estudo ambiental, a Lusorecursos revela que vai investir dez milhões de euros na mina de lítio em 2020. Afinal, que projeto é este que está a agitar Montalegre?»

Lê-se no corpo da notícia que Ricardo Pinheiro comprou cinco Jaguares, elétricos, que estão ao serviço da Lusorecursos, a empresa que assinou com o Estado o contrato da exploração da Mina do Romano. E adianta que: «o CEO, a empresa que que existe para que no futuro, a matéria prima das baterias, tenha origem em Montalegre, onde há, pelo menos 30 milhões de toneladas de lítio» é para avançar já. O plano está traçado: abrir uma mina e construir um complexo industrial composto por uma refinaria, uma central de biomassa e uma fábrica de cerâmica, O investimento estimado é de 400 milhões de euros». Esclarece ainda esta fonte que a «zona de concessão fica no centro de um triângulo formado pelas aldeias de Carvalhais, Rebordelo e Morgade, onde o projeto tem suscitado dúvidas e uma onda de contestação. Ricardo Pinheiro garante que nenhuma das povoações vai sentir o impacto da obra, apesar de estar previsto um corte grande à superfície. A área de trabalho da primeira extração terá 500 metros de largura e 200 de profundidade. O corte será virado para o sul, para que não haja impacto visual nas duas aldeias que ficam nas laterais. Terá a forma de L, logo não será um buraco. Vamos fazer patamares nas laterais, onde serão plantadas árvores. A gestão  florestal será sustentável e contínua. Para cortar o monte a Lusorecursos vai comprar uma ou duas mineradoras de superfície. Não haverá explosões. As máquinas têm um sistema que desfaz a pedra como se estivesse a lavrá-la. Têm ainda uma cobertura que funciona como aspirador. Quando o pó sai da pedra é logo aspirado. Cada minerador custa três milhões de euros».

Ricardo Pinheiro,  afirma nesta entrevista ao dinheirovivo.pt que em 2020 será a empresa industrial com o selo Finlandês da Metso e da Outotec que receber a maior fatia de dez milhões de euros que a Lusorecursos prevê investir. Desta zona pretendemos retirar 50 toneladas do minério que levaremos para a Finlândia e aí se simula o processo numa fábrica-Piloto. Poupamos nesta operação 25 milhões de euros. Será também destes estrangeiros que importaremos a tecnologia da estação de tratamento de águas que a Lusorecursos prevê instalar na concessão.

Ricardo Pinheiro diz que para já têm duas salas arrendadas por 450 euros à Junta de Freguesia de Montalegre e que já tem 20 funcionários ao serviço. Diz também que conta erguer a obra com 400 milhões conseguidos através dos bancos de investimento com os quais está a negociar.

Nesta fonte que venho a citar diz-se, em caixa alta, «que o discípulo de um Nobel a investigar o futuro do lítio português» faz parte da equipa do INL um tal Charles Amos, que é discípulo de John Goodenough, laureado este ano pelo Prémio Nobel da Química.

O presidente da Câmara de Montalegre, Prof. Orlando Alves e o porta-voz da Associação Montalegre com vida, Armando Pinto, foram chamados a defender pontos de vista e ambos são cautelosos em matéria muito delicada e que vai ser muito difícil de dirimir.

Barroso da Fonte

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