Douro Internacional

  Mogadouro

Sede do Parque fecha as portas sempre que os técnicos têm que sair para o terreno

A sede do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), instalada em Mogadouro, não dispõe de funcionários administrativos, desde o passado mês de Maio.

O caricato da situação é que são os próprios técnicos daquela área protegida a assegurarem os serviços mínimos de atendimento. Porém, quando há saídas para o terreno, as portas da sede fecham e não há atendimento ao público.

Esta situação está a deixar agricultores, produtores florestais, turistas e público em geral indignados.
Quem já mostrou indignação e descontentamento com a situação foi Morais Machado, presidente do da Câmara Municipal de Mogadouro e membro da Comissão Consultiva do PNDI.

“É lamentável que o PNDI não tenha funcionários para a assegurarem os seus serviços. O parque tem sido um emblema da região, dada a sua rica e única fauna e flora, mas no que diz respeito à sua organização administrativa, a situação é um desastre”, argumenta o autarca.

O edil vai mais longe e garante que as pessoas não sentem que estão numa área protegida. “Quando isso acontece, é pelas piores razões, ou seja, quando o Parque dificulta a vida das populações”, lamenta o edil.

Outras das preocupações prende-se com o facto da área protegida não ter um único vigilante da natureza, apesar de ser a segunda maior de Portugal. “O Parque existe ou não existe, e se existe tem de ser dotado dos recursos humanos necessários à sua missão, mas desde há uns a tempos para cá que isto anda ao Deus dará”, ironiza Machado.

O PNDI abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, ocupando uma área de 85150 hectares.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2010-07-29


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