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Linha do Tua em marcha à vista
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Mirandela
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Metro e CP pedem prorrogação da licença provisória de circulação por mais dois meses |
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As carruagens da Metro de Mirandela podem andar mais dois meses em marcha à vista. Isto porque a CP e metro pediram a prorrogação da licença provisória de circulação na Linha do Tua. O prazo dado pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres termina sábado.
A CP e a Metro de Mirandela pediram ontem a prorrogação por mais dois meses da licença provisória de circulação na Linha do Tua, o prazo reclamado pela Refer e LNEC para conclusão das medidas de segurança.
Esta posição, tomada em assembleia-geral da Metro de Mirandela, que assegura o transporte ao serviço da CP, surge na sequência do ultimado dado pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT).
O IMTT deu um prazo, que termina sábado de Páscoa, à Refer e ao LNEC para entregarem um relatório fundamentado com as medidas de segurança necessárias à circulação.Este prazo já é uma prorrogação da licença provisória que terminava a 15 de Março e que obrigava à interdição da circulação, desde o dia 16, no troço em que ocorreu o acidente que há um ano tirou a vida a três pessoas.
O troço entre a Brunheda e a Estação do Tua reabriu a 27 de Janeiro, quase um ano depois do acidente e de obras para reparar os danos causados pelo desabamento de pedras que arrastaram uma carruagem com cinco pessoas por uma ravina em direcção ao rio Tua.
A CP e a Metro de Mirandela estão dispostos a continuar a operar no regime “mais penalizador” que é o de “marcha à vista” – velocidade reduzida – e que tem vigorado desde a reabertura.
De acordo com o presidente da metro e da Câmara de Mirandela, José Silvano, a Refer, proprietária da infra-estrutura, e o LNEC, responsável pelos estudos de segurança, deviam ter entregado até 15 de Março o relatório fundamentado para estabelecer a tabela de velocidade nos diferentes troços da linha, o que não correu.
Assembleia
Estas informações foram discutidas ontem, na assembleia-geral da Metro de Mirandela, que serviu para analisar a informação pedida às diferentes partes envolvidas no processo. Segundo José Silvano todas responderam – IMTT, Refer, CP e LNEC – mas “ainda ninguém esclareceu o que vai acontecer depois do dia 22”.
A assembleia-geral da metro decidiu enviar um documento ao IMTT a perguntar isto mesmo e a mostrar disponibilidade, junto com a CP, para continuar a operar até 17 de Maio no regime de “marcha à vista”.
Silvano espera que a proposta seja aceite e que a partir de 17 de Maio estejam reunidas as condições para restabelecer a circulação com normalidade. “Caso contrário, a partir do dia 22 vigorará novamente a mesma situação de antes da reabertura, com a ligação de comboio entre Mirandela e a Brunheda e de carro até a Estação do Tua”, disse.
O partido ecologista Os Verdes entregou na terça-feira na Assembleia da República um requerimento ao Governo a pedir esclarecimentos sobre o mesmo assunto. Os Verdes querem saber “de que forma está o Ministério dos Transportes a pensar intervir, no sentido de garantir a salvaguarda do interesse e do serviço público”.
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IMTT - Ultimato
Depois do ultimato do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres, a entidade de supervisão, os dois organismos informaram que necessitam da dilatação do prazo por mais dois meses, até 17 de Maio, para desenvolverem o relatório exigido pelo IMTT.
Apesar de ter passado mais de um ano do acidente de 12 de Fevereiro de 2007, os dois organismos alegam que “as análises de risco a fazer nalguns troços da linha são difíceis e demoram bastante tempo”, disse José Silvano.
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